Entrevista com António Pena do Amaral

António Pena do Amaral deu uma entrevista a Out of the Box que aqui se publica na íntegra.
A opinião e ponto de vista de todos os que intervêm no mercado imobiliário e financeiro é muito importante para todos nós.
————————-
Gonçalo Nascimento Rodrigues (GNR): Que leitura faz da actual crise? Qual foi a sua origem? Quais as consequências esperadas para a economia nacional e mundial?

António Pena do Amaral (APA): Este assunto tem sido tratado até à exaustão e aos mais diversos níveis. Ao que tudo indica a origem terá estado mais uma vez no sector imobiliário, sendo que desta vez terá sido o lastro de uma mistura explosiva, composta por dinheiro (muito) barato, falta de escrúpulos, falta de bom-senso, ganância e excesso de ignorância.

Julgo que as consequências são já visíveis, sendo a sua dimensão e profundidade ainda imprevisíveis. Pior do que os danos materiais de uma dimensão colossal e ainda em fase de contabilização, são os danos morais e psicológicos, com implicações bem mais profundas e para cuja recuperação será necessária uma terapia mais complexa. Neste caso acho que o factor tempo será fundamental para ajudar a “esquecer” o que se passou, para que um dia possa acontecer tudo de novo. Entretanto as consequências estão aí à vista de toda a gente, com a recessão a deixar de ser um espectro, para passar a ser uma realidade.

GNR: Qual estima ser o impacto (actual e futuro) na indústria dos FII em Portugal?

APA: Vou-me cingir aquilo que entendo ser a realidade dos fundos abertos.

O impacto actual está aí para quem o quiser ver, com os fundos a sofrerem níveis de resgates nunca antes alcançados desde a criação desta indústria em Portugal, tendo tido como consequência imediata níveis de endividamento igualmente inéditos.

As razões que levaram a este estado de coisas terão sido várias: a subida das taxas de juro, entretanto já corrigida, o desconhecimento da realidade por parte de quem investe nestes produtos, a onda de histeria que se criou à volta de qualquer produto que tivesse a palavra “imobiliário” no seu nome e a concorrência “oportunística” mas muito pontual, de produtos de muito baixo risco, concretamente dos depósitos a prazo.

Entretanto as coisas acalmaram, quer porque as taxas de juro e de remuneração dos depósitos baixaram, quer porque os investidores nestes produtos se terão apercebido de que nada de extraordinário, no mau sentido, aconteceu entretanto.

Diria que, se tudo ficasse por aqui, teríamos passado só por um mau período. Mas receio que não seja assim tão simples, pois é natural que a 2ª onda de choque, esta com contornos bem mais reais, esteja agora a chegar. Refiro-me naturalmente à situação económica e ao seu impacto no imobiliário, quer pelo aumento das taxas de desocupação (imóveis devolutos), quer dos incumprimentos, devido às maiores dificuldades em honrar compromissos, nomeadamente o pagamento de rendas. Escamotear esta perspectiva, seria escamotear a realidade e como tal uma prova de grande irresponsabilidade. No entanto, estamos convictos de que a indústria dos FII’s poderá sobreviver e ultrapassar mais esta dificuldade. Mas esta convicção não tem origem somente em fé ou esperança, sempre importantes, embora estrategicamente pouco eficazes, mas sim da leitura que faço daquilo que é, e tem sido, o mercado imobiliário nacional.

Em primeiro lugar o nosso mercado (excluindo habitação) pouco ou nada se valorizou nos últimos anos, pelo que não se assistiu à formação de uma bolha especulativa, antes pelo contrário. Daqui resulta a convicção de que haverá pouco espaço adicional para o mercado cair. Por este facto não antecipo perdas de capital significativas. Por outro lado, os fundos têm como objectivo a diversificação do risco, pelo que não será expectável que todos os arrendatários em todos os sectores incumpram, ou encerrem a sua actividade, e como tal deverá ser possível aos fundos manterem níveis de rendibilidade minimamente competitivos. Neste contexto, a concorrência mais fraca por parte de produtos supostamente concorrentes (em termos de rendibilidade imediata), deverá ajudar à manutenção e até à captação de novos investidores para os FII’s. Naturalmente que aquilo que aqui afirmo deverá ser visto em termos médios, pois terá havido ao longo dos últimos anos fundos com posturas mais agressivas (logo mais expostos a esta crise) e outros mais conservadores (logo mais defendidos).

GNR: Quais as principais alterações (se alguma) que prevê virem a ocorrer no mercado imobiliário em Portugal nos próximos tempos?

APA: Depende de que alterações estejamos a falar. Em termos de dinâmica, parece-me óbvio que iremos atravessar um período de grande acalmia, para não dizer mesmo de estagnação, mas com graduações diferentes consoante os segmentos em causa. Parece-me assim que a habitação e o retalho, nomeadamente os conceitos de maior dimensão, deverão ser os mais atingidos.

GNR: Que estratégias tem a F&C procurado implementar para fazer face ao momento actual?

APA: A F&C Portugal, enquanto entidade especializada na consultoria de fundos imobiliários, entende que a primeira preocupação em alturas como esta, será a de manter a calma na medida do possível. Mas manter a calma não significa ficar parado à espera que a crise passe. Ter calma significa não entrar em pânico e estar muito atento à realidade e aos mínimos sinais que nos vão chegando, um pouco de todo o lado.

Se bem que a crise esteja aí, o País e o Mundo não pararam. Assim e no que diz respeito ao mercado de arrendamento, continua a assistir-se a alguma procura de espaços, nomeadamente de lojas e escritórios, nem que seja por parte de empresas que procuram espaços mais pequenos e/ou mais baratos, como forma de reduzirem custos. Neste contexto, aliado à falta de liquidez generalizada, será certamente mais proveitoso a concentração de todos os esforços na rentabilização do património imobiliário existente, ao invés da análise de negócios de aquisição.

GNR: Que leitura faz das medidas mais concretas tomadas pelo nosso Governo, nomeadamente da criação dos FIIAH?

APA: Julgo que só haverá uma leitura possível, ou seja, que por detrás da criação dos FIIAH estarão preocupações de outra natureza, que não propriamente a da criação de um produto alternativo de poupança ou de dinamização do mercado de arrendamento habitacional. Dito de outra forma, considero muitíssimo improvável que estes fundos venham a cumprir a sua missão de captação de poupança. Esta convicção baseia-se em dois dados concretos: a leitura da Portaria n.º 1553-A/2008 e a manutenção da lei do arrendamento ou, mais importante do que a lei, a manutenção da complexidade e tempo que uma simples acção de despejo, por incumprimento ou desrespeito de um contrato, pode demorar.

GNR: O que acha que poderia (ou deveria) ser feito para estimular ou dinamizar um pouco mais o mercado imobiliário em Portugal?

APA: Não me ocorre nenhuma poção mágica nesta altura, ou seja, parece-me difícil estimular o mercado enquanto se mantiver esta situação de falta de liquidez. Mas tudo o que puder ser feito em prol do sector ajuda-lo-à certamente, nem que seja à criação de condições para uma retoma mais rápida.

As medidas possíveis são várias e vão desde as que se prendem com a transparência e celeridade nas tramitações burocráticas (a todos os níveis, mas sobretudo as camarárias), até à sempre eficaz “receita” do subsídio ou benefício fiscal. No entanto, existe um segmento de mercado que pelos piores motivos, tem mostrado ultimamente um dinamismo inusitado e que é o mercado de arrendamento habitacional. Digo pelos piores motivos, porque quem coloca as suas casas no mercado age em desespero de causa.

Como se sabe, nada foi feito até hoje no sentido de conferir aos proprietários um mínimo de garantias perante um arrendatário faltoso, pelo que ainda hoje arrendar uma habitação se aproxima muito de uma autêntica lotaria. Não fora este “pequeno” detalhe e poderíamos estar perante uma oportunidade séria de dinamização daquele que é certamente o maior segmento do mercado imobiliário – o habitacional – e que por si só encerra um potencial de negócio imenso.

GNR: Se fosse um investidor ou promotor imobiliário, que decisões/estratégias estaria a tomar neste momento?

APA: Estaria a suspender ou a abrandar o ritmo de execução dos projectos onde isso fosse possível e a concluir aqueles que tivesse que concluir. Isto em termos gerais e dependendo naturalmente das perspectivas de colocação dos produtos no curto-prazo. Por outro lado e como investidor, estaria naturalmente atento a oportunidades que possam surgir, privilegiando as operações de rendimento.

GNR: E enquanto gestor de fundos imobiliários, que conselhos dá (daria) aos detentores das UP’s das carteiras que gere?

APA: A esta pergunta é muito difícil responder com total isenção, pois a minha resposta será naturalmente suspeita. Partirei também do princípio de que estaremos a falar de investidores de médio/longo prazo, conhecedores do mercado imobiliário e do produto onde estão investidos. Estas premissas são muito importantes, pois caso contrário seria muito complicado estar aqui a explicar a enorme diferença que existe entre investir num FII (neste caso aberto) e um DP, por exemplo.

Assim e em termos gerais não resgataria a participação nos fundos, quer pela falta de alternativas, quer pela baixa volatilidade que estes apresentam. Mas à falta de melhores argumentos, julgo que será perfeitamente legítimo olhar para trás e comparar aquele que foi o desempenho dos FII’s em geral (índice APFIPP) e o das restantes classes de activos.

A 3 e a 8 anos, em termos de retorno líquido de impostos, o índice APFIPP (que é igualmente líquido das comissões de gestão e de depositário) bate a generalidade dos principais índices de acções (PSI 20 e Eurostoxx geral) e de obrigações (EFFAS), bem como aquele que seria o retorno de um DP a 3 meses aplicado à taxa Euro Libor a 3 meses, renovável ao longo desse período.

GNR: Acha que a legislação actual dos Fundos de Investimento Imobiliário permite aos gestores de carteiras protegerem-se devidamente contra estes tempos de crise e baixa no mercado? Se não, o que acha que está em falta?

APA: Em termos gerais a legislação actual padece de uma má formação de nascença, decorrente do facto de ter sido decalcada da legislação que rege os fundos mobiliários, mesmo apesar das sucessivas alterações que foi sofrendo ao longo dos anos. Diria que às próprias autoridades lhes falta ainda sensibilidade relativamente à realidade que é a gestão de activos imobiliários. E essa falta de sensibilidade é colmatada muitas vezes, infelizmente, através da proibição de determinadas operações, tudo em prol da defesa dos interesses dos participantes.

Aquilo que acharia desejável seria uma maior flexibilidade na gestão dos activos dos fundos, desde que fosse possível demonstrar as vantagens dessas medidas para os participantes em geral. Refiro-me concretamente à não proibição de transacções de imóveis entre FII’s geridos pela mesma sociedade gestora e à possibilidade de se ultrapassarem os limites impostos nos rácios. Mas como nada de verdadeiramente grave aconteceu entretanto, a leitura que irá ser feita certamente, é de que está tudo bem, pelo que não será necessário alterar o que quer que seja.

————————-

António Pena do Amaral é Administrador da F&C Portugal e responsável pelo pelouro imobiliário. Está na empresa há mais de 7 anos.

A F&C Portugal, Gestão de Patrimónios, SA é uma subsidiária detida a 100% pela britânica F&C Asset Management, plc. Dedica-se a 100% à gestão de activos e para além do Reino Unido (Londres e Edimburgo), tem escritórios na Holanda, França, Portugal, Irlanda, Alemanha, EUA, China (Hong-Kong), Escandinávia e Suíça. Para além dos mercados desses países, está ainda presente na Áustria, Nova Zelândia e Espanha.

A 31 de Dezembro geria um total de €102 mil milhões (£98,6 mil milhões), dos quais €8,1 mil milhões em imobiliário (directo e indirecto).

Para os fundos imobiliários, a F&C Portugal actua como consultora de uma sociedade gestora de fundos imobiliários colocados maioritariamente em clientes institucionais e da rede de private banking. Nesse contexto estão incluídos dois fundos, sendo um aberto e outro fechado.

O primeiro fundo, aberto, é um fundo “core” que investe em quase todos os segmentos de mercado, com excepção da habitação. A 31 de Dezembro detinha 110 imóveis ou partes de imóveis, sendo 48.5% destinados a serviços, 27% a comércio, 15,2% a armazéns e indústria e o restante são projectos e terrenos. Em termos geográficos, 57% do seu património concentra-se na região da Grande Lisboa, 13,8% no Grande Porto e o remanescente (29,3%) noutras regiões.

O segundo fundo é um fundo fechado com vocação para o investimento em projectos turísticos e reabilitação urbana. No que respeita aos primeiros (projectos turísticos), está em fase muito adiantada um projecto no Algarve, totalizando 36.000 m² de construção repartidos por 2 hotéis e 1 aldeamento turístico. Relativamente aos segundos (reabilitação urbana) o fundo está ainda em fase de aquisição de um quarteirão na cidade do Porto, onde se prevê a construção de 22.000m² repartidos por comércio, habitação, podendo ainda vir a albergar serviços e/ou hotel e um parque subterrâneo para 760 lugares.

A 31 de Dezembro de 2008 o fundo aberto detinha cerca de €356 milhões em património imobiliário e um património líquido de €310 milhões. O fundo fechado tinha cerca de €57 milhões de capital, dos quais cerca de €37 milhões em imobiliário.

O fundo aberto tem cerca de 2.500 participantes, sendo na sua maioria (em termos de montantes) clientes institucionais (Seguradoras, Fundos de Pensões e outros). Existe também um número significativo de clientes do segmento alto.

10 comentários

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10 Comentários

  • Gonçalo Nascimento Rodrigues
    4 de Março, 2009, 17:45

    Desta valiosa entrevista com o António Pena do Amaral, tenho os seguintes comentários:

    – Sobre os FIIAH: tenho a mesma percepção e vou um pouco mais longe. Parece-me que estes instrumentos servirão, principalmente, para os bancos poderem fazer um spin-off de actividade imobiliária habitacional de alto risco. Retirando alguns activos “incómodos” do balanço, resolvem alguns problemas de rácios de solvabilidade;

    – Sobre a situação actual e futura nos FII nacionais, já não estou tão de acordo com o António. A situação económica internacional, e nomeadamente nos mercados financeiros, poderá forçar ao aumento dos resgates nos fundos abertos. Esta pressão poderá ser incómoda para muitos fundos que poderão ver-se obrigados a alienar activos. Esta necessidade, não colmatada pela procura, poderá causar alguns desequilíbrios na indústria;

    – Por outro lado, e relativamente aos fundos fechados, não conhecemos o grau de endividamento destes veículos. Para aqueles que estão muito alavancados, podemos chegar à situação em que o NAV destes fundos seja negativo;

    – Permitam-me igualmente que diga o seguinte: fico sempre com muitas suspeitas relativamente a produtos financeiros que historicamente apresentam rendibilidades estáveis positivas, e por aqui me fico…

    – Por fim, relativamente ao mercado de arrendamento, urge tratar deste assunto. Estamos a perder tempo e oportunidades. Parece-me lógico apostar definitivamente no sector da reabilitação urbana e no arrendamento habitacional, através da conjugação de vontades públicas e privadas. Nesta ordem de ideias, parece-me fundamental permitir ao proprietário despejar um inquilino faltoso com maior celeridade, encontrar meios de obrigar os proprietários que se recusem a reabilitar a fazê-lo, permitir um maior e mais rápido aumento de rendas que sejam muito baixas, proceder a parcerias público-privadas (aqui as Câmaras poderão desempenhar um papel muito importante, auxiliando privados que não têm meios financeiros para levar a cabo obras), entre muitas outras coisas.

    Bons negócios (imobiliários)!

    REPLY
  • Anónimo
    4 de Março, 2009, 20:40

    Caro Gonçalo,

    No que toca aos FIIAH, 10M Eur são uma gota de água no oceano de créditos hipotecários dos bancos e representam cerca de 0,5% do crédito mal parado, pelo que a sua principal utilidade vai ser publicidade e oportunismo político…

    Quanto aos resgates exagerados nos fundos abertos, no panorama do imobiliário português são descabidos e fruto de algum pânico por causa do que se passa lá fora (vide exemplo do fundo imobiliário do Santander). Penso que as sociedades gestoras devem apostar na comunicação e procurar transmitir segurança aos participantes. São mto raras as notícias dirigidas aos investidores neste tipo de produtos.

    Situações de NAV negativo em fundos imobiliários parece-me complicado, mas só vendo caso a caso. Se viessem a ocorrer, com certeza não se trataria apenas de alavancagem excessiva…

    Produtos financeiros com rentabilidade histórica positiva: está em qq bibliografia sobre finanças: OT’s, obrigações e imobiliário! Nada de errado aqui.
    O que se deveria perguntar é porque razão as rentabilidades nos fundos imobiliários foram tão baixas… estávamos com yields de 6% a 8% no mercado e as rentabilidades dos fundos andavam a metade disso.

    De acordo com a questão do arrendamento e da reabilitação urbana, mas cada um desses temas dava para uma newsletter inteira.

    parabéns pelo Blog, pela newsletter e pelo esforço em divulgar o Real Estate Finance em Portugal.

    um abraço,
    JAF

    REPLY
  • Gonçalo Nascimento Rodrigues
    4 de Março, 2009, 20:57

    Antes de mais, peço a todos para assinarem os comentários para não aparecer “anónimo”. Gostava que todas as opiniões fossem identificadas. Neste caso, por muito que puxe pela cabeça, não estou a ver quem é JAF. Desde já, as minhas desculpas.

    Quanto ao resto diria o seguinte:
    – Concordo com ideia da gota de água mas o princípio é o mesmo. E parece-me que se perdeu aqui (mais) uma oportunidade fantástica de dinamizar o mercado de arrendamento habitacional. Volto a dizer que sou uma pessoa de ideais e princípios e faz-me imensa pena que se tomem medidas destas por puro oportunismo político;

    – Quanto aos resgates dos fundos abertos, estamos de acordo;

    – Situações de NAV negativos, não os conheço mas antecipo-os e eles poderão acontecer por 2 razões: excesso de endividamento para um valor actual dos imóveis mais baixo, fruto da descida das expectativas de vendas futuras. A não ser que esteja aqui a empregar mal algumas nomeclaturas de FII’s que eventualmente, reconheço, posso desconhecer;

    – Quanto à questão das rendibilidades, habituamo-nos desde há já 10-15 anos a ver rendibilidades estáveis de 4%, 5%, 6% nos fundos abertos. Sempre. Sem oscilações. A mim faz-me confusão e os tempos que correm demonstra-nos (e de que maneira!) que o imobiliário também desce, também corrige, também gera menos rendimento num curto espaço de tempo. No último ano, vimos a oscilação no valor das obrigações (já demos aqui exemplo disso) e as OT’s julgo que não devem ser comparadas. Essas são risk-free;

    – Quanto às yields de 6% a 8%, seriam yields médias do total das carteiras? Talvez não, é natural as carteiras terem imóveis em desenvolvimento, outros devolutos e a maioria, sim, a render 6%, 7% ou 8% brutos. Retirados os custos de gestão e depositário e os devolutos, lá devemos chegar aos valores apontados.

    Para finalizar, deixo a promessa de rapidamente abordarmos o tema da reabilitação urbana neste blog.

    Bons negócios (imobiliários)!

    REPLY
  • Gonçalo Nascimento Rodrigues
    6 de Março, 2009, 16:22

    E o JAF revelou-se-me: João Fonseca, Orey Activos. Um abraço e obrigado pelo comentário!

    Aproveito este comentário para explicar a melhor forma de assinarem os vossos comentários: em Comentar como escolhem a opção Nome/URL e digitam o vosso nome, isto para quem não tem nenhum Google ID.

    Abraço a todos.

    REPLY
  • António Pena do Amaral
    9 de Março, 2009, 10:44

    Bom, não podia deixar acabar a semana sem responder a algumas das observações (provocações?) feitas pelo nosso amigo GNR.

    – FIIAH: estou de acordo com ambas as perspectivas, mas os montantes são capazes de vir a aumentar, há medida que forem aparecendo mais aderentes;
    – Sobre a situação dos FII’s até parece que o Gonçalo está desejoso em ver “sangue”! E se as rendibilidades dos fundos, mesmo que historicamente baixas, forem competitivas, ou seja, se não for absolutamente necessário vender imóveis? E se os imóveis forem postos à venda e não houver compradores, desvalorizam-se até que ponto? Zero? Nesse caso não seria mais sensato suspender os resgates? Ou esperar e ver o que acontece?
    – Quanto às suspeitas sobre a estabilidade, bastará olhar para a principal fonte de receita dos FII’s, que são as rendas, que por norma são pagas com regularidade (todos os meses). Não sendo por aí, presumo que se esteja a referir à componente (não claramente explicitada) das valias (mais ou menos / reais ou potenciais), que supostamente poderão introduzir variações positivas ou negativas na rendibilidade. Mas num mercado muito ilíquido como é o imobiliário e mais ilíquido ainda em Portugal, a estabilidade é uma consequência natural, diria mesmo uma característica intrínseca (que às vezes dá jeito). Como tal acho que não deveria ser motivo de suspeita. E isto tanto se aplica às subidas como às descidas. Tudo o resto são variações em “yield” maior ou menor. Acrescente-se aqui um facto pouco discutido que é a reduzida ou nula valorização do imobiliário (mais evidente ao nível dos escritórios) ao longo dos últimos 10 anos (com excepções, naturalmente), o que torna mais difícil a existência de espaço para quedas (a famosa teoria da “bolha”).
    – Sobre as contas acerca das rendibilidades é isso mesmo, ou seja, sobre as yields brutas há que descontar 20% de impostos “à cabeça”, os incumprimentos, os espaços devolutos, as despesas de manutenção e de conservação, os seguros, os condomínios, os advogados, as reavaliações, as comissões de gestão, de depósito e de mediação, as auditorias, as taxas de supervisão…
    – Por último não posso também deixar de utilizar o velho argumento de que salvo uma catástrofe (e para essas haverá seguros), o activo subjacente a um FII (imóvel) por norma não desaparece, ou seja, terá sempre um valor, ao contrário de muitos outros, que pura e simplesmente se evaporam, como aconteceu nestes últimos meses.

    Contem comigo para a reabilitação urbana.

    Bom fim-de-semana

    REPLY

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28/10/2025
Governo quer 10 mil casas de arrendamento acessível em imóveis públicos

O Governo estima que a concessão de 14 imóveis públicos a entidades privadas ou municipais permita colocar 10 mil habitações no mercado de arrendamento acessível até 2035, segundo a resolução do Conselho de Ministros que enquadra o novo programa de parcerias público-privadas para habitação.

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28/10/2025
Portugal com a descida mais acentuada do crédito malparado na Europa

Atualmente, o malparado representa 2,1% do crédito ativo no sistema financeiro português, um rácio ligeiramente acima da média europeia (1,8%).

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23/10/2025
Contratação pública flexibilizada para aumentar ritmo da construção e oferta habitacional

A partir de 28 de outubro, as entidades adjudicantes podem recorrer à figura da «conceção-construção» sempre que concluam pela adequação daquela modalidade contratual e não apenas em casos excecionais.

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22/10/2025
Preço das casas com maior aumento desde 2019

Dados do INE mostram subida de 19% no segundo trimestre. Preços da habitação aceleraram em 19 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, com Vila Nova de Gaia, Coimbra e Amadora a liderarem aumentos.

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22/10/2025
Escritórios: CBD de Lisboa e zona Oriental do Porto lideram ocupação até setembro

A JLL revela que a zona central da capital lidera o take-up registado até setembro, enquanto no Porto é a zona Oriental que concentra a maior fatia da procura.

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22/10/2025
Habitação atinge pico de valorização de 22,8%

O Índice de Preços da Confidencial Imobiliário é publicado desde 1988, e nunca os preços registaram uma valorização anual tão alta como neste mês de setembro.

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22/10/2025
Bruxelas e BEI querem disponibilizar 1,3 milhões de casas na Europa

Ursula von de Leyen também anunciou que ainda este ano será lançado o Plano Europeu para Habitação Acessível. “Permitiremos mais espaço para habitação acessível ao abrigo das nossas regras de auxílios estatais”.

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21/10/2025
Blackstone coloca no mercado oito ativos de logística na Grande Lisboa

Os ativos fazem parte do portefólio Connect, que totalizava 20 imóveis, comprado ao Novo Banco em 2022 por 208 milhões de euros.

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21/10/2025
Mais-valias usadas para pagar IMT e selo da nova casa não ficam isentas de IRS

A AT diz que quando os ganhos da venda da habitação própria e permanente são usados para comprar nova casa para a família, não há “suporte legal” para que seja possível incluir o IMT e Selo do novo imóvel no valor reinvestido, o que significa que quem o fizer terá de pagar IRS sobre essa parcela.

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21/10/2025
Marcelo promulga diploma sobre programa 1º Direito

Diploma do Governo responde a “alguns dos constrangimentos identificados na execução do PRR”, lê-se no site da Presidência da República.

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21/10/2025
Plano Europeu para Habitação recebeu 244 contributos de Portugal

Pacote de medidas da UE para a Habitação recebeu mais de 6.300 contributos da sociedade civil, dos quais 3,9% oriundos de Portugal. Bruxelas quer flexibilizar regras dos auxílios de Estado.

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21/10/2025
Preços das casas: há “um natural risco de correção”, alerta Montepio

Geopolítica, PRR, Inteligência Artificial, mercado de trabalho e preços da habitação entre os “riscos e incertezas” apontados pelos bancos.

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17/10/2025
Mercado imobiliário: mais transações e preços recorde no 2º trimestre

Foram transacionados perto de 43 mil alojamentos entre abril e junho de 2025, tendo os preços atingido máximos históricos.

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17/10/2025
Finsolutia lança plataforma que “acelera” os processos de crédito à habitação

A redução de custos operacionais, o aumento do controlo e da visibilidade sobre o pipeline de crédito e uma maior eficiência na gestão de equipas e processos são alguns dos benefícios da nova plataforma Habic

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17/10/2025
70 mil créditos à habitação passam por intermediários. Banca: 55 mil

Garantia pública de apoio aos jovens ajudou à expansão da atividade de intermediação, por onde passaram 10 mil milhões de euros em crédito à habitação em 2024.

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17/10/2025
Corum investe 228 M€ em quatro imóveis em Setembro

As quatro “importantes” aquisições de imóveis aconteceram em França, Irlanda e Reino Unido, através dos fundos Corum Origin e Corum XL

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15/10/2025
Casas em Portugal estão sobrevalorizadas em 35%, alerta Comissão Europeia

Portugal tem as casas mais sobrevalorizadas da Europa e o esforço financeiro das famílias para comprar ou arrendar casa é dos mais elevados do espaço europeu, revela um relatório da Comissão Europeia.

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15/10/2025
Santo Tirso vai receber primeiro projeto de habitação a custos acessíveis

A iniciativa insere-se na Estratégia Local de Habitação. No total, estarão disponíveis 70 apartamentos com tipologias T1, T2 e T3.

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15/10/2025
Rendas moderadas até 2.300 euros superam 80% das casas em Portugal

Maioria das casas para arrendar em Lisboa e no Porto tem rendas moderadas entre 400 e 2.300 euros, mostram dados do idealista.

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14/10/2025
Governo “acena” aos investidores com isenções fiscais para projetos de BTR

Construir para arrendamento terá isenção de IRS, IRC, IMT ou AIMI, caso as rendas estejam dentro do intervalo considerado “moderado”.

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14/10/2025
Mais de 500 imóveis da Segurança Social estão vazios, alerta Tribunal de Contas

Em plena crise habitacional, 586 imóveis da Segurança Social encontram-se vazios em todo o país, revela um relatório do Tribunal de Contas.

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14/10/2025
Governo quer agilizar o financiamento para habitação acessível ou pública

Deu entrada na Assembleia da República, a 29 de setembro, uma Proposta de Lei do Governo, que isenta de fiscalização prévia do Tribunal de Contas os contratos de financiamento destinados à promoção, reabilitação e aquisição de imóveis para habitação acessível ou pública, ou para alojamento temporário para fins habitacionais, incluindo estudantis.

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14/10/2025
Arrendamento acessível e arrendar para subarrendar acabam ou não?

Em setembro o Governo introduziu o novo conceito de “renda moderada”, com um teto de 2300 euros, que suscitou alertas de que poderia incentivar a especulação de preços.

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13/10/2025
Stock logístico em Portugal aumentou 30% nos últimos seis anos

Entre 2019 e 2025 o stock passou de 4 para 5,5 milhões m2, mas as taxas de disponibilidade estão em mínimos históricos.

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13/10/2025
Preço médio das casas dispara nas áreas metropolitanas e turísticas entre 2021 e 2025

De acordo com os dados da ERA Portugal, Madeira, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa e Faro são as regiões com maior crescimento do preço médio dos imóveis.

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13/10/2025
Procura por imóveis no Algarve cresce 30,6% até agosto

De acordo com os dados da Remax, Portimão, Albufeira e Loulé são os concelhos com maior procura imobiliária no Algarve.

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13/10/2025
Governo espera encaixar mais de mil milhões de euros com a venda de edifícios públicos

O Governo anunciou a intenção de vender imóveis públicos, alguns deles emblemáticos, com o intuito de aplicar a receita “ao serviço da habitação pública”. Em 2026 espera arrecadar mais de mil milhões.

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09/10/2025
Escalões do IMT atualizados em 2%. IMT Jovem para casas até 330,5 mil euros. Veja aqui as novas tabelas

O Governo decidiu atualizar em 2% os escalões do IMT, o que significa que os imóveis transacionados ficarão isentos até aos 106.346 euros. Já o IMT jovem passa a aplicar-se a casas até aos 330.539 euros.

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09/10/2025
Governo não antecipa mexidas nos juros por parte do BCE no próximo ano

Na proposta do Orçamento do Estado para 2026, o Executivo liderado por Luís Montenegro prevê que a política monetária mantenha-se “relativamente inalterada”. Espera-se um alívio, embora pouco acentuado, na Euribor a três meses.

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08/10/2025
Odivelas ultrapassa Lisboa no esforço financeiro para comprar casa

Estudo realizado pela Pordata revela que os preços medianos da venda de habitações novas em Lisboa ascenderam, no ano de 2024, a 5.035 euros por m2.

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08/10/2025
Mais de 500 milhões do OE vão ser destinados a acelerar oferta de habitação acessível

Segundo a resolução do Conselho de Ministros, as 3.300 habitações que ficam fora do financiamento do PRR serão pagas com “verbas provenientes de fontes nacionais de financiamento, a inscrever no orçamento do IHRU”.

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08/10/2025
Criação de empresas: imobiliário e construção são motores de crescimento

“Atividades imobiliárias cresceram 22% (+860 constituições) e a construção 13% (+607 constituições)”, segundo a Informa D&B.

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08/10/2025
Crédito habitação: apenas 40% dos jovens recorreu à garantia pública

Mais de metade dos jovens até aos 35 anos que celebraram contratos de crédito habitação descartaram garantia pública (entre janeiro e agosto).

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08/10/2025
Habitação: BEI avalia novo empréstimo de 1.000 milhões a Portugal

Garantia dada por Nadia Calviño, presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI).

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06/10/2025
Mome atrai belgas para investimento de 140 milhões no Porto

A gestora de cooperativas privadas de habitação firmou uma parceira com o fundo Revive Impact Fund para a aquisição de um terreno na zona portuense do Amial, onde prevê começar a construir, dentro de um ano, um empreendimento residencial com mais de 400 casas.

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06/10/2025
Bruxelas propõe 20 anos a preços acessíveis para apoios na habitação

Comissão Europeia colocou em consulta pública a revisão das regras de auxílio de Estado, com proposta dos serviços que obriga a que habitações a preços acessíveis que recebam apoios públicos fiquem fora do mercado “livre” durante pelo menos duas décadas.

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05/10/2025
Lisboa e Porto concentram mais de dois terços das casas do 1.º Direito

Os candidatos às câmaras municipais de todo o país têm colocado a habitação no topo das prioridades e apostam no 1.º Direito como solução, mas Lisboa e Porto levam a larga maioria do dinheiro.

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01/10/2025
BEI vai investir 3.000 milhões de euros em um milhão de habitações acessíveis na União Europeia

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai investir 3.000 milhões de euros na construção de um milhão de casas acessíveis na União Europeia nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito por Elena Campelo, chefe da Divisão de Desenvolvimento Urbano do BEI, durante a conferência The District 2025, que decorre esta semana em Barcelona.

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30/09/2025
Investimento em imobiliário comercial com melhor semestre em cinco anos

Os dados são revelados no estudo Marketbeat Portugal Outono 2024, publicado pela Cushman & Wakefield.

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17/09/2025
Mercado imobiliário português regista melhor arranque desde 2020 com investimento de 1,23 mil milhões no 1.º semestre

Investimento imobiliário em Portugal dispara 90% no 1.º semestre, atingindo 1,23 mil milhões de euros, o melhor arranque desde 2020, segundo o Dils Recap.

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17/09/2025
Espanha quer integrar no arrendamento 53 mil alojamentos turísticos ilegais

O Ministério da Habitação e Agenda Urbana, de Espanha, notificou as plataformas digitais para remover 53.876 anúncios de alojamentos turísticos sem número de registo obrigatório. Estas habitações solicitaram inscrição desde 1 de Julho, mas não cumpriram os requisitos legais.

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17/09/2025
Francesa Soprema investe mais de 100 milhões no Ribatejo

Este investimento será realizado na região do Ribatejo, envolvendo infraestruturas industriais localizadas em Alpiarça e Almeirim.

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17/09/2025
Juros do BCE vão manter-se estáveis por “algum tempo”. Santos Pereira rejeita ser “pomba”

O próximo governador do Banco de Portugal considera que o posicionamento atual das taxas de referência na Zona Euro é adequada, mas defende que é importante haver margem para a política monetária ajudar a economia.

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16/09/2025
BNP Paribas: Próxima mexida do BCE deve ser uma subida de juros em 2026

Os especialistas do banco francês consideram que o ciclo de cortes do Banco Central Europeu chegou ao fim, mas os riscos dos estímulos orçamentais alemães podem reaquecer não só a economia, mas também a inflação e levar a autoridade monetária a agir.

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16/09/2025
Governo quer concluir inventário dos imóveis do Estado até final de 2026

Garantia dada pelo secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Brandão de Brito.

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10/09/2025
Investimento regista o semestre mais forte desde 2020

O volume investido no imobiliário de rendimento até junho supera em 82% os resultados de igual semestre do ano passado, e está 28% acima da média dos últimos 5 anos, de acordo com as contas da JLL.

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10/09/2025
Preços da habitação subiram mais de 20% em julho

Este crescimento está próximo do máximo de 21,1% que foi atingido apenas duas vezes, em 1991 e 2022.

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10/09/2025
Bruxelas vai propor plano para a habitação e quer erradicar pobreza na UE até 2050

Ursula von der Leyen prometeu, no debate do Estado da União, avançar com medidas para combater a atual crise da habitação. Comprometeu-se ainda a apresentar um plano para erradicar a pobreza até 2050.

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10/09/2025
Custos de construção de habitação nova sobem 4,8% em julho

Entre os materiais que mais influenciaram a subida estão os vidros e espelhos e os aparelhos de climatização.

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10/09/2025
Arrendamento. Preços dos quartos subiram 8% no último ano

Bragança foi a cidade onde os preços mais aumentaram (15%). Já em Lisboa os preços mantiveram-se estáveis. No Porto, caíram 3%.

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