A inteligência artificial está a alterar a forma de encontrar casa. O desafio para portais e agentes imobiliários já não é apenas apresentar mais imóveis, mas compreender melhor o que o comprador procura e ajudá-lo a decidir o que realmente pode comprar.
Digitalizámos o inventário imobiliário. Ainda não digitalizámos verdadeiramente o desejo.
Quando um comprador descreve a casa onde gostaria de viver, raramente começa pela área bruta ou pelo ano de construção. Fala de luz, silêncio, privacidade, espaço para a família, proximidade das pessoas importantes, uma divisão onde possa trabalhar ou uma varanda onde caiba uma mesa.
Quando abre um portal imobiliário, porém, é convidado a escolher preço, localização, tipologia e área.
Os filtros não estão errados. São indispensáveis para reduzir milhares de anúncios a um universo possível. Mas foram construídos para organizar aquilo que é fácil de colocar numa base de dados, não necessariamente aquilo que determina a utilidade de uma casa para uma pessoa concreta.
Esta é a questão central do novo Research Comprador da Out of the Box, O Comprador Invisível: da procura por filtros à procura por intenção.

