Não deixa de ser curioso que duas das empresas que mais cresceram durante a última pandemia – Microsoft e Zoom – foram as primeiras a pedir aos colaboradores para regressarem ao escritório, depois de verificarem grandes quebras de produtividade e perda de identidade corporativa da parte dos mesmos.
Afinal, o escritório não tinha morrido – como tantos vaticinaram – e o trabalho remoto a cem por cento não se revelava um modelo eficiente para muitas empresas que o assumiram numa fase inicial. O escritório não morreu, mas passou a ser encarado de forma diferente…
Ninguém duvida que a pandemia veio mudar o paradigma da organização do trabalho em todo o mundo. Desde então, os “lifestyle offices” emergem como uma abordagem inovadora, que visa integrar a nossa vida profissional com lazer e bem-estar num ambiente que valoriza, acima de tudo, a experiência de trabalho e potencia a produtividade.
Mais do que espaços de trabalho, os escritórios são cada vez mais um ponto de encontro para as equipas, onde são criadas oportunidades para discutir ideias, novos projectos, conviver e reforçar a identidade cultural da empresa. Ou seja, fazer tudo o que não conseguimos fazer a partir de casa, quando trabalhamos isoladamente, e o único elo de ligação é o email ou a videoconferência.
Numa altura em que o modelo híbrido é a regra e muitas empresas têm dificuldade em convencer os colaboradores a trabalhar duas ou três vezes por semana no escritório, os espaços de cowork (também designados escritórios flexíveis/Flex Spaces) têm-se revelado a solução perfeita, ajustando a sua oferta às necessidades de pequenas e grandes empresas que procuram todos os dias atrair e reter o melhor talento, apostando no bem-estar, na saúde mental, e em boas práticas de sustentabilidade nos mais diversos domínios.
Esta é, sem dúvida, uma situação em que todos ganham e a “cereja no topo do bolo” para as empresas é a redução de custos e a flexibilidade dos contratos de arrendamento com os espaços de coworking, para além de outras vantagens, como sejam as oportunidades de networking, as parcerias e visibilidade que as empresas ganham no ecossistema gerido por estes espaços.
Nos dias de hoje, o tempo é considerado o bem mais precioso e ninguém percebe porque razão tem que despender horas no trânsito para se deslocar a um escritório desconfortável e vazio, quando se sente com mais energia e produtivo a trabalhar a partir de casa.
Os espaços de Coworking vêm dar resposta a estas necessidades e muitas empresas que transitaram para um escritório flexível não têm dúvidas em afirmar que os “lifestyle offices” são os novos escritórios do futuro.







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