A Savills divulgou no seu relatório European Office Value Analysis – Q1 2025 que, no primeiro trimestre de 2025, se observou um movimento inicial de compressão nas prime yields de escritórios em toda a Europa, sinalizando um ponto de viragem após vários trimestres de ajustes nos mercados de capitais.
No período indicado, as prime yields do mercado europeu de escritórios comprimiram-se em média 3 pontos base, fixando-se em 4,89%. Esta queda foi impulsionada pelo mercado de West End em Londres (–25 p.b., para 3,75 %), Viena (–15 p.b., para 4,85 %) e Bruxelas (–5 p.b., para 4,75 %).
Depois de um período prolongado de pressão vendedora, sobretudo causado pelo aumento das taxas de juro e pela incerteza macroeconómica, os investidores começam a retomar a apetência por imóveis de maior qualidade. A estabilidade nos mercados ocupacionais, em especial nos grandes centros urbanos, aliado a sinais de abrandamento na subida das yields de longo prazo, cria as condições para uma ligeira retoma da compressão – sobretudo em mercados core.
A atividade de investimento imobiliário na Europa está a demonstrar sinais de resiliência, com os dados recolhidos a indicarem que os volumes do 1.º trimestre de 2025 ultrapassaram os 50 mil milhões de euros. Este montante representa um aumento anual de 28%.
Apesar desta recuperação, os níveis de investimento mantiveram-se 45% abaixo da média dos últimos cinco anos. A Savills prevê que, em 2025, o volume de investimento atinja os 216 mil milhões de euros, representando um aumento anual de 13%—abaixo dos 23% antecipados anteriormente.
Necessidade adicional de ajuste no valor dos imóveis
No entanto, análises fundamentais indicam que, mesmo após a compressão iniciada no primeiro trimestre deste ano, poderá haver ainda necessidade de ajustes adicionais de até -8 % na valorização dos imóveis, por forma a estes ficarem mais alinhados com os fundamentais de mercado.
O início de 2025 marca, assim, um ponto de viragem no ciclo de yields de escritórios na Europa. Embora o ritmo de transição seja ainda cauteloso, a combinação entre uma estabilização nas yields de longo prazo com o aumento da liquidez e a procura por ativos prime sugere que a compressão, ainda que gradual, deverá prolongar‐se até ao fim do ano.
Bons negócios (imobiliários)!







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