Porque é que o Coworking se está a tornar numa “obsessão”?

O tema nunca esteve tanto em voga como agora. Nos últimos anos várias multinacionais têm alterado o seu modelo de organização por forma a incorporar o coworking no seu ADN. Não se trata apenas de reduzir custos, estamos a falar de uma mudança cultural que se tornou essencial para a atracção e retenção de talento. Podemos citar dezenas de exemplos nos mais variados sectores de actividade: da Accenture à Coca-Cola; do Barclays ao Facebook.
Segundo a Wikipedia, o Coworking assume-se como um modelo de trabalho que se baseia na partilha de espaço e recursos de escritório, reunindo pessoas que trabalham em diversas empresas. Actualmente o Coworking é mais do que isso –  são verdadeiros centros de networking onde empresas e freelancers ocupam espaços comuns que cumprem as melhores boas práticas no âmbito da arquitectura e design de interiores, com condições de privacidade e conforto, utilizando os espaços numa lógica de grande flexibilidade.
Segundo a CBRE, cerca de 44% das empresas nos EUA já adoptam modelos flexíveis de trabalho; os últimos estudos da JLL indicam que, em 2020, 60% das empresas irão aderir ao coworking como forma de potenciar a produtividade das suas equipas de trabalho, proporcionar maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e racionalizar custos com o imobiliário.
A JLL é uma das consultoras que mais atenção tem prestado a este fenómeno, desenvolvendo inúmeros estudos sobre os novos modelos de trabalho e o impacto que estes  têm nas organizações, e em particular nos profissionais. Em 2017 realizou uma investigação à escala global, abrangendo 12 países, onde foram inquiridos mais de 7.000 profissionais: o resultado foi a construção de um produto, denominado “Human Experience Model”, que dá ênfase aos 3 aspectos que mais influenciam a experiência dos utilizadores no espaço de trabalho: “Engagement” (envolvimento); Empowerment” (capacitação) e “Fulfillment” (realização). 
As empresas já perceberam que os espaços de trabalho são um factor crítico de sucesso e que os  profissionais do séc. XXI fazem questão de estar envolvidos, capacitados e realizados.  Talvez por isso o Coworking se tenha tornado uma “obsessão” para muitas empresas da economia moderna.
Carlos Gonçalves

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