O escritório satélite e os novos modelos híbridos de trabalho

O escritório satélite e os novos modelos híbridos de trabalho

A crise actual do Covid-19 será provavelmente a maior disrupção que os líderes irão enfrentar na sua carreira profissional. Encontrar novos modelos de trabalho que por exemplo assentem em formatos híbridos com a adopção de um escritório satélite, pode ser uma forma de ir ao encontro das necessidades das empresas e dos seus colaboradores.

Na realidade, a adopção de um modelo de trabalho adequado para as suas equipas é um dos grandes desafios com que os líderes de empresas hoje se deparam, depois de vários meses de um “teletrabalho forçado” que até resultou numa experiência positiva para a generalidade dos profissionais.

Passada a 1ª vaga da Pandemia, muitas empresas perceberam que teriam de adoptar um Modelo de Trabalho Híbrido, que combinasse o trabalho remoto a partir de casa com a deslocação pontual aos escritórios da sede. Contudo, várias organizações estão a questionar se este Modelo de Trabalho Híbrido, que contempla 2 espaços, é sustentável a médio prazo.

Fará sentido abranger um 3º espaço que seja uma alternativa à residência dos colaboradores e à sede da empresa, considerando que muitos deles não reúnem condições para trabalhar em casa, sentem-se isolados e têm necessidade de sociabilizar com os seus colegas e encontrar o foco necessário para serem mais eficientes e produtivos?

Fará sentido abranger um 3º espaço, quando muitas empresas estão a reduzir (e até dispensar) área de escritório que não é utilizada, com todas as poupanças associadas: renda, electricidade, manutenção, etc.?

Estudos recentes das principais consultoras imobiliárias apontam para um custo médio mensal de 582 Eur/mês por funcionário, se considerarmos a renda de um escritório no centro de Lisboa, investimento em “fit-out”, custos de manutenção e outros custos operacionais. O valor mínimo mensal de um posto de trabalho num espaço de cowork corporativo é de 150 Eur./mês, representando uma poupança de aproximadamente 75%.

Estes espaços poderão dar resposta a muitas necessidades, traduzindo-se numa situação “win-win” para as empresas e para os colaboradores, não só do ponto de vista de racionalização de custos, mas também na óptica da gestão das equipas de trabalho e das políticas de retenção e atracção de talento.

A criação de “Escritórios Satélite” em espaços de Cowork Corporativos – sejam eles espaços de trabalho de utilização exclusiva ou partilhada – representa uma clara tendência no momento actual, e uma excelente opção para todas as empresas que estão a repensar os seus modelos de trabalho com critérios de eficiência e sustentabilidade.

Por Carlos Gonçalves

CEO Avila Spaces

Artigos Relacionados

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *

So, what's new?

Etiquetas

acessibilidade habitação aguirre newman alavancagem alemanha alojamento local ana rita pereira angola antónio josé duarte arrendamento arrendamento acessível arrendamento com opção de compra augusto homem de mello aurare avaliação bancária avaliação de hoteis avaliações imobiliárias b. prime balcão nacional de arrendamento bani barómetro benefícios fiscais bernardo d'eça leal blockchain blogs bolha imobiliária bond yields branded residences brasil bruno lobo bruno silva built-to-rent. buy-to-let camara municipal de lisboa carlos gonçalves carlos leite de sousa casas Case Shiller cbre china commercial real estate comprar casa comércio confidencial imobiliário construção consultoria consultoria hoteleira consultoria imobiliária contrato promessa core core-plus coronavirus covid19 coworking credit default swaps crédito habitação crédito imobiliário crédito mal-parado cushman wakefield dação em pagamento distressed assets double dip dívida dívida pública entrevistas equity escritórios esg espanha estónia EUA euribor eurostat eventos facebook fernando vasco costa financiamento finanças imobiliárias fiscalidade FMI francisco espregueira francisco silva carvalho francisco virgolino frança fundbox fundos de investimento fundos de reabilitação urbana fundos imobiliários fundos pensões golden visa Gonçalo Nascimento Rodrigues habitação habitação acessível hipoteca holanda hotelaria hotéis imi imobiliário imobiliário do estado imobiliário portugal imobiliário turístico imposto de selo impostos imt imóveis banca industrial inflação inprop fund inteligência artificial investimento investimento imobiliário ipd irc irlanda irs iva jorge catarino jorge próspero dos santos josé carlos marques da silva joão abelha joão fonseca joão madeira de andrade joão nunes knight frank lei arrendamento lisboa logística low-cost ltv luís francisco marketing massimo forte mediação imobiliária NAMA non-performing loans notícias nrau nuno ribeiro obama obrigações do tesouro oportunístico ordem dos avaliadores orey activos orey financial out of the box património patrícia barão pedro pereira nunes permuta pib portais de imobiliário porto Portugal preços casas price earnings price to income price to rent prime watch prime yield promoção imobiliária propriedade rustica proptech prédios com rendas antigas reabilitação urbana real estate reit rendas residências 3ª idade residências estudantes retail parks reverse mortgage revista imobiliária ricardo da palma borges ricardo guimarães ricardo pereira rics risco Rui Alpalhão rui bexiga vale rui soares franco rácio de afordabilidade sale and leaseback segunda habitação senior living sigi spread taxa de actualização taxa fixa taxa interna de rentabilidade taxas de juro taxa variável tecnologia turismo turismo residencial uk value-add vender casa wacc yield índices imobiliários

Out of the Box Social Media

Subscreva a nossa newsletter

    Recomendado

    Barómetro