Estamos definitivamente na era do NOW.
NOW poderia ser um conjunto de siglas que designam uma grande verdade: Nobody Owns his Work (Ninguém é dono do seu trabalho). Mas, acima de tudo, define a mais premente realidade que hoje vivemos a nível laboral: a cultura do Agora (Now).
Na realidade, o que importa é fazer o trabalho, fazê-lo bem, o melhor possível e, uma vez concluído, avançar para o próximo trabalho. Não importa muito quem o faz, nos dias de hoje. Importa, acima de tudo, cumprir objectivos e cumprir prazos. Os louros são tendencialmente da equipa e não tanto de quem o finalizou ou começou. A palavra de ordem das novas gerações é Colaboração e Colaborativo. Ou, em inglês, Coworking.
O Now aplicado aos escritórios
A mesma lógica se aplica ao escritório, como podemos ver neste infográfico: não importa se é meu, se é alugado ou comprado, nem se os móveis são feitos de madeiras exóticas ou contraplacado; importa, mais do que tudo, que algo de novo e útil aconteça nele. Importa que as pessoas certas estejam lá, seja fisicamente ou à distância de um Skype, mas que estejam disponíveis e motivadas para encontrar uma solução para o desafio de hoje. E é aqui que entra a outra parte do Now: E que seja agora!
Porque se há coisa que as gerações de hoje sabem e as mais antigas tiveram que aprender, é que o Mundo nunca foi tão rápido, imprevisível e ansioso por novidades (mesmo quando a sua proposta de valor é dúbia e a estratégia assente assumidamente e somente no factor Novidade e o negócio só o seja enquanto esta subsistir).
Face a esta realidade e à demanda do ‘Agora’ e do ‘Não interessa quem fez, urge é que seja feito’, é por demais evidente que se tornou impensável ter uma equipa, que sabe a importância do coworking, organizada por imóveis, divisórias e outros laivos de gestão territorial e corporativa, motivadas pelo estigma do ‘a minha é maior que a tua’ (seja ela medida em metros quadrados do escritório ou em número de andares edifício-sede).
Hoje, as equipas são divididas por tempo, competência e função. E o que hoje é uma equipa, por ser a melhor para cumprir essa função no menor tempo possível, dada as suas competências; amanhã são somente alguém que será certamente mais conhecido por ter dado vida ao projecto X, do que propriamente por ter sido batizado com o nome Y, há 3 décadas.
Hoje mais do que nunca, somos o que fazemos; muito mais do que aquilo que possuímos ou do trabalho que temos. Até porque, hoje, Amanhã é a medida preferida desta geração – porque ontem já foi há muito tempo e depois de amanhã pode ser tarde demais.
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Carlos Gonçalves
CEO Ávila Spaces







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