A tecnologia acabou definitivamente por arrastar o imobiliário para a inovação.
As organizações procuram a otimização de recursos reduzindo custos, aumento da eficácia e crescimento dos resultados financeiros, sem comprometer a qualidade, criando condições para uma satisfação maior dos clientes, por forma a gerar fidelização e referenciações.
Os espaços físicos são cada vez menos importantes, a pandemia e o teletrabalho vieram-no provar e, de alguma forma acelerar a introdução de ferramentas virtuais que mantivessem as estruturas a funcionar.
Com os sistemas baseados em Cloud podemos utilizar todo um conjunto de recursos de forma virtual e aumentá-los em função das nossas necessidades. Deixamos de ter software instalado e podemos aceder em qualquer lado (basta um equipamento e ligação à net) a todo um conjunto de soluções e serviços integrados que nos permitem assegurar as tarefas do dia a dia, de forma ainda mais otimizada.
A estrutura em Cloud organiza-se da seguinte forma:
- IaaS (Infrastructure-as-a-Service) – É a espinha dorsal, fornece espaço de servidor virtual e o sistema operacional necessário. Pode-se imaginar como o prédio onde funciona a imobiliária.
- PaaS (Platform-as-a-Service) – Oferece aos programadores uma base para a criação das suas aplicações. Os provedores de PaaS fornecem o hardware e o software básico aos programadores. Pense no PaaS como uma imobiliária com toda a logística envolvida.
- SaaS (Software-as-a-Service) – Oferece soluções rápidas e econômicas, sem a necessidade de personalização ou configuração. Pense no SaaS como a ferramenta e os recursos para a gestão do dia a dia de todas a funções.

A digitalização dos processos, assinaturas digitais, CRM’s, visitas virtuais, marketing digital, formação online, acabam por retirar muita da importância do espaço físico.
Começam a surgir os modelos imobiliários desenhados e desenvolvidos conceptualmente para tirar o máximo proveito da tecnologia em Cloud, mas muito importante é a mudança do paradigma da rede imobiliária para a do agente como marca pessoal, que este modelo vem facilitar.
As novas Proptech’s de mediação parecem agora preocupadas em fornecer aos agentes tudo o que necessitam em termos de ferramentas operacionais e de gestão para que possam desenvolver a sua própria marca pessoal de forma autónoma, oferecendo formação e CRM’s versáteis e poderosos, escritórios virtuais, para além de sistemas de incentivos com comissões elevadas e pacotes financeiros inovadores.
Proptechs como a americana eXp e a francesa IAD estão a receber investimentos robustos e mantêm rácios de crescimento elevados. A IAD recebeu uma injeção de 300M da Insight Partners e a eXp bate recordes com a receita de 2020 a aumentar em 84%, para aproximadamente US $ 1,8 biliões, em comparação com uma receita de aproximadamente US $ 1,0 bilião em 2019, contando com já cerca de 50.000 agentes.
As imobiliárias independentes resistiram ao ataque das redes norte americanas, mas qual será a reação dos agentes imobiliários a este novo modelo tecnológico, de network tendencialmente global, que oferece uma relação comissional muito tentadora e ferramentas “state of art” para a sua autonomização com sucesso?
“90% dos CEOs acreditam que a economia digital impactará sua indústria, mas menos de 15% estão a trabalhar uma estratégia digital.”
MIT Sloan & Capgemini







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