Portugal é dos países com as yields residenciais mais altas da Europa. Comparando os dados obtidos das estatísticas publicadas pelo INE com dados recentemente publicados pela Catela, conclui-se que os 5,7% de yield em Portugal se encontram bem acima dos valores observados em muitos outros países europeus.
Lisboa, com uma yield de 4,1% no final de 2020, encontra-se acima de outras cidades europeias, tais como Praga, Madrid, Londres, Paris. Só mesmo cidades mais “secundárias” apresentam yields superiores às da capital portuguesa.
São os casos de Riga (Letónia), Vilnius (Lituânia), Málaga (Espanha) ou Leeds (Reino Unido).
Suíça com as yields mais baixas
As yields mais baixas na Europa podem encontrar-se na Suíça. Com preços médios de venda acima dos € 10.000 /m2 e rendas que podem chegar aos € 30 /m2 /mês, a Suíça apresenta yields de 1,4% em Zurique ou 1,8% em Genebra.
Estocolmo, na Suécia, rivaliza com a Suíça em termos de baixos níveis de yields, com 1,3%.
No intervalo dos 2%-3% encontramos várias cidades na Alemanha, Oslo na Noruega e Paris.
Zurique e Berlim, mercados de arrendamento
Normalmente, as grandes cidades e capitais são mercados mais de arrendamento do que de compra. Segundo dados da Catela, obtidos através do Eurostat, Zurique tem mais de 90% de stock residencial em arrendamento, enquanto que Berlim se fica nos 82,6%.
Copenhaga, Viena e Amesterdão são outras capitais com mais de 70% de stock em arrendamento.
Do lado oposto, temos Dublin, Oslo, Praga e Atenas com menos de 30% de arrendamentos.
De acordo com os Censos do INE de 2011, a cidade de Lisboa tinha à data 42% dos alojamentos clássicos ocupados como residência habitual em regime de arrendamento.
Onde é mais fácil encontrar casa?
Os dados da Catela apontam ainda para um inquérito realizado, procurando entender onde é mais fácil ou mais complicado encontrar casa a um preço considerado razoável.
É curioso registar que Zurique e Londres, sendo dos mercados mais caros da Europa, são também onde as pessoas sentem que é mais fácil encontrar boas casas a preços razoáveis.
No patamar oposto, temos Bruxelas, Praga, Copenhaga ou mesmo Berlim, cidades onde os inquiridos sentem que é mais difícil encontrar boas casas a preços competitivos.
Bons negócios (imobiliários)!







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