Na era do desenvolvimento das chamadas PropTechs, existe um factor que garantirá sempre a ligação humana ao negócio imobiliário, se o desafio for ser extraordinário neste mercado tão complexo. Com o avanço desmedido da tecnologia consegue-se já extrair informação ou executar tarefas ordenando apenas uma máquina a fazê-lo, quando no passado seria necessária força humana, seja física ou psicológica. Mas isto não significa obrigatoriamente que a máquina irá substituir o homem.
Existem fases do negócio imobiliário que começam a ser executadas através de novas plataformas tecnológicas, tal como:
- o pagamento em bitcoins que substitui outras formas de pagamento;
- a comparação de valores de mercado nas diversas zonas quando se tem de optar pela localização delineada pelo budget;
- outras que visem facilitar e proporcionar ao cliente mais informação e menos trabalho na procura.
Trabalhando no mercado há algum tempo e estando a par das novas tendências tecnológicas no imobiliário verifico no entanto que a tecnologia está longe de conseguir uma relação empática com um ser humano. E esta capacidade exclusiva do ser humano é para mim um factor decisivo para a captação, bem estar e fidelização de clientes.
Com origem no termo em grego empatheia, que significava “paixão”, a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa e é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de outros indivíduos. Leva as pessoas a ajudarem-se mutuamente e está intimamente ligada ao altruísmo e à capacidade de ajudar.
A capacidade de se colocar no lugar do outro, que se desenvolve através da empatia, ajuda a compreender melhor o comportamento alheio em determinadas circunstâncias e a forma como outra pessoa toma as decisões, seguindo princípios morais. Este facto só por si identifica uma relação próxima com o cliente o que é muitas vezes o factor decisivo nas transações imobiliárias.
A tecnologia não substitui o profissional imobiliário, destaca sim quem sabe fazer bom uso da mesma.
2 comentários







2 Comentários
Mary Santos
9 de Outubro, 2019, 10:42Concordo plenamente, gostaria que se seguisse este conceito com maior frequência neste pequeno país.
REPLYEric
9 de Outubro, 2019, 12:41Parabéns pelo ponto de vista, fundamental é dizer que o lado humano e o contacto de facto nunca vão cessar.
Mas os processos entre cliente e profissional ficarão mais claros, práticos e descomplicados.
É neste quesito que entra o PropTech em ação.
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