Modelos Econométricos vs. Bola de Cristal

Por João Madeira de Andrade
Aguirre Newman

Departamento de Consultoria e Investimento
Director de Negócio

Em altura de fecho de ano e definição de objectivos para 2011, podemos ter a certeza de uma coisa: 2011 será um ano de grande incerteza, onde a necessidade de aconselhamento profissional experiente pode ter a oportunidade de fazer a diferença.

O enquadramento actual mostra-nos que as entidades governamentais estão a cortar custos e a reduzir investimentos, evitando tomar decisões. Ao mesmo tempo, os investidores estrangeiros hesitam – para não dizer evitam – investir num país com perspectivas económicas incertas. Os investidores nacionais pensam e analisam infinitas vezes antes de decidir onde aplicar os seus recursos. Empresas, construtores e promotores estão limitados pela redução dos níveis de alavancagem que as instituições financeiras estão dispostas a conceder nas actuais circunstâncias.

Arriscamos adiantar que os principais intervenientes em 2011 serão as instituições financeiras, seguradoras e grandes empresas. Pese as restrições orçamentais conhecidas, as instituições governamentais ou empresas estatais podem ter igualmente um papel a desempenhar. Os suspeitos do costume, continuam a ser os investidores institucionais nacionais e estrangeiros, embora provavelmente em menor escala, dado o melhor comportamento de mercados imobiliários europeus concorrentes.

Outra certeza é que o mercado de facto mudou – evoluiu – para melhor ou pior, o futuro dirá. Adivinhamos um ano de 2011 provavelmente mais espremido do que 2010. Será um ano em que se vai continuar a por à prova a razoabilidade e viabilidade económica de muitos projectos imobiliários e também das empresas que os promovem ou que prestam serviços nesta área. Pode ser que por força do enquadramento económico, as empresas finalmente admitam tomar as decisões, certamente difíceis, quanto às suas estratégias e quanto à sua actividade, deixando de simplesmente esperar por melhores dias que não se sabe quando virão. Em mais um ano difícil deve-se aproveitar para continuar a arrumar a casa e gerir os recursos e projectos em carteira.

Finalmente, outra certeza, e esta é a melhor: o bom dos ciclos negativos é que são seguidos por ciclos de bonança!

Vamos trabalhar para isso!

Aplique-se a máxima de Out of the Box: Bons negócios (imobiliários!).

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