Existe já há algum tempo um forte sentimento de tensão, sobretudo nas camadas mais jovens da sociedade, em relação à matéria de protecção e sustentabilidade ambiental. Muitos são já os seguidores de activistas como Greta Thunberg, e a ideologia base em pessoas menos fervorosas está a crescer inevitavelmente, pois o perigo da humanidade estar a dizimar o ecossistema é real. Tem sido um esforço conjunto e transversal a todas as indústrias, este de criar opções sustentáveis e de utilização massiva.
A indústria imobiliária tem desenvolvido nos últimos anos esforços para minimizar o impacto ambiental provocado pelo Homem. A tecnologia aliada ao conhecimento e experiência no imobiliário deu origem às denominadas PropTechs, que têm desempenhado um papel fulcral no desenvolvimento de soluções que visam proporcionar um planeta sustentável no futuro próximo.
Qual o papel da tecnologia?
Dentro das várias ramificações do imobiliário, existe por exemplo uma enorme contribuição da tecnologia no imobiliário no que diz respeito à gestão de activos imobiliários. A inteligência artificial ligada a fontes de medição precisa já tem um impacto positivo transversal a todos os aspectos das edificações. Tudo o que engloba o ciclo de vida de um activo imobiliário, a sua construção, ocupação, gestão e manutenção é agora monitorizado ao detalhe e analisado por inteligência artificial que vai optimizar todos os processos numa exatidão matemática. A optimização leva a um menor consumo de recursos que só por si já representa uma mais-valia para um futuro sustentável. A Google, por exemplo, em 2018 anunciou que estava já há alguns anos a utilizar apenas inteligência artificial para gerir a climatização dos seus “data centres”, o coração deste gigante. A Google estima ter reduzido o consumo energético através da optimização em 40%.
Na construção e promoção imobiliária têm surgido vários modelos de produção que alavancam a preocupação ambiental. A PropTech de origem Russa “Apis Cor” lançou um método de construção imobiliária recorrendo à impressão 3D, conseguindo assim construir uma casa em apenas 24 horas. Neste protótipo a Samsung forneceu os electrodomésticos, também estes inteligentes e optimizadores de recursos energéticos. A eficiência energética na construção destas casas prontas a habitar é inigualável em relação aos métodos tradicionalmente utilizados neste século.
E na mediação imobiliária?
Na mediação imobiliária não se vislumbra de imediato qual poderia ser o seu contributo para a sustentabilidade do planeta, pois no fundo trata-se de um serviço. Porém algo chama a atenção. A actividade de mediação imobiliária é uma das que mais papel consome. Nas instalações das agências existem processos em papel, documentos que obrigatoriamente devem ser arquivados, plantas de imóveis, apresentações corporativas, folhas de rascunho, impressões variadas. Fora das instalações os agentes utilizam brochuras e milhares de flyers para prospecção que acabam abandonados contribuindo para a poluição. Existem empresas pioneiras em Portugal que já actuam com esta preocupação ambiental. A Brightman Group, empresa de origem americana, optou por recorrer á PropTech REEVO como forma de prospecção sustentável e otimização de resultados através da qualificação assertiva de leads globais, tornando os flyers obsoletos e ineficazes.
A indústria do imobiliário está intimamente ligada ao ser humano desde sempre. Uma casa é um bem primário, e como tal sempre existirá procura enquanto houver humanidade. É por isso uma indústria que terá de evoluir e adaptar-se às inevitáveis mudanças. Esse processo é potenciado por visionários e PropTechs que partilham a importância e vontade de melhorar os níveis de sustentabilidade do nosso planeta.







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