O segmento residencial conquista cada vez mais espaço junto dos investidores institucionais. De acordo com dados da Real Capital Analytics, quase 30% do investimento imobiliário concretizado em 2020 pelos 50 maiores investidores institucionais na Europa foi alocado ao residencial.
Para este aumento muito terá contribuído o investimento feito pela Blackstone na aquisição de uma carteira de Residências de Estudantes. Foram mais de € 5 mil milhões de investimento com a compra da cadeia IQ Student Accomodation.
Há apenas 5 anos atrás, o segmento de arrendamento residencial e residências de estudantes contava apenas com uma fatia na ordem dos 10% do investimento imobiliário concretizado na Europa. Agora, e em plena pandemia, sobre quase aos 30%.
Entende-se bem porque é que o segmento residencial conquista espaço junto dos investidores. De facto, este mercado mostrou-se muito resiliente à pandemia, mantendo a sua tendência de valorização e uma elevada procura por arrendamento. O investimento em habitação de arrendamento tem sido visto como um importante refúgio para os investidores institucionais pela maior segurança que proporciona face a outros segmentos do mercado.
Escritórios perdem peso
Ao mesmo tempo que o segmento residencial ganha preponderância e se torna uma real alternativa de investimento, o segmento de escritórios perde algum peso na alocação dos investidores institucionais. Trata-se do peso relativo mais baixo dos últimos 10 anos em investimentos imobiliários de escritórios.
Por outro lado, o segmento industrial ganha peso, tal como o residencial. Durante 2020, o industrial contou com 18% do investimento total realizado na Europa. O ano passado passa assim a ser o segundo maior registo de investimento neste segmento, apenas atrás do valor registado em 2017.
Alternativos também sofrem queda
Os activos imobiliários alternativos – hotéis, 3ª idade, saúde – também sofreram uma acentuada queda no ano passado. Nos últimos anos, passaram a estar no radar dos investidores com importantes e significativas aquisições, sobretudo no segmento hoteleiro. Sendo este um dos segmentos mais atingidos em 2020, fruto da pandemia do Covid-19, entende-se a queda no investimento institucional neste sector.
Bons negócios (imobiliários)!







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