Espaços de Trabalho: Novos Paradigmas e Novas Tendências

Quem diria, há 4 ou 5 anos, que uma sociedade como a Abreu Advogados, iria instalar-se num armazém reabilitado junto ao Tejo, com áreas open space, balneários, jardim, terraço e espaço para refeições? 
Não são só as empresas tecnológicas e as “start-up” a investir em espaços de trabalho disruptivos; os sectores mais tradicionais, como a advocacia e a consultoria, já perceberam que os escritórios do futuro têm que ser mais versáteis e orientados para o bem-estar dos profissionais. 
Em 2018 as empresas irão continuar a apostar cada vez mais em modelos de trabalho flexíveis, não só por uma questão de racionalização de custos, mas também porque as novas gerações preferem trabalhar de uma forma mais descontraída, colaborativa e com um grande sentido de liberdade. 
Esta foi, aliás, uma das conclusões do Barómetro sobre os Novos Modelos de Trabalho, da autoria do Avila Spaces, que apresentou as principais tendências deste mercado para 2018. Se a nível internacional os diversos estudos nos últimos anos têm confirmado estes indicadores, a nível nacional é a primeira vez que se realiza um estudo desta natureza: O inquérito concluiu ainda que há uma procura cada vez maior pela flexibilidade laboral, com as novas gerações a liderar esta mudança de paradigma. 

Percebemos claramente que há um grupo de pessoas a desejar trabalhar por objectivos e que rejeitam o horário das 9 às 18, podendo trabalhar a partir da empresa, mas também a partir de casa, de uma esplanada ou de um espaço de coworking: 59,1% dos inquiridos no Barómetro assumiram que já recorreram a estes modelos de trabalho: escritório virtual, coworking ou teletrabalho. Destas três tendências, a mais enunciada foi ‘Teletrabalho’ com 45%; o ‘Coworking’ vem logo a seguir com 28,4% e o ‘Escritório Virtual’ foi a preferência de 26,6%.
O estudo confirmou ainda outra tendência que tem vindo a ganhar espaço nos últimos anos: as empresas apostam cada vez mais no “hot desking, um modelo que permite uma racionalização de postos de trabalho, não havendo secretárias para uso exclusivo de cada colaborador. Um dos melhores exemplos é o da Microsoft Portugal, considerado um “case study” internacional.
O Barómetro permitiu ainda concluir que as empresas investem cada vez mais no bem-estar dos colaboradores, como forma de atrair e reter talento. Pode parecer romântico, mas as novas gerações (Geração Millennial e Geração Z) valorizam, acima de tudo, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, preferindo trabalhar em empresas que promovam a prática desportiva, aulas de yoga e acções de relaxamento e meditação no local de trabalho.
Carlos Gonçalves, 
CEO Avila Spaces

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