O preço das casas em Portugal sobe 10% no espaço de um ano. No final do 3º trimestre de 2020, e segundo dados do INE, os preços medianos na habitação em Portugal situaram-se nos € 1.160 /m2, 10% acima do valor registado 12 meses antes.
Trata-se do registo mais elevado de sempre no nosso País. Da lista de Municípios analisados pelo INE, existem 158 que estão com preços medianos em máximos históricos. Ou seja, mais de metade do País apresenta preços de venda de casas em valores máximos, recorde.
Dos restantes Municípios, destacam-se alguns cujos preços estão muito distantes dos valores máximos registados:
- Carrazeda de Ansiães, 53% abaixo. Apresenta um preço mediano de € 239 /m2, face ao máximo de € 513 registados há dois anos atrás;
- Aguiar da Beira, 54% de quebra face a máximos históricos;
- Penalva do Castelo: 55% abaixo do valor observado no início de 2019;
- Mêda: quase 58% de quebra face ao máximo de € 439 /m2.
Claro está, tratam-se de Municípios com pouca liquidez e reduzida expressão no panorama nacional. Se olharmos para aqueles que normalmente apresentam maior volume de transacções, concluímos que todos eles estão em valores máximos: Porto, Coimbra, Leiria, Évora, Viseu, Faro, Funchal são alguns exemplos.
Lisboa corrige
A cidade de Lisboa registou uma pequena correção nos preços de venda das casas. Entre o 2º e o 3º trimestre, registou-se uma quebra mínima de apenas € 1 /m2, o equivalente a -0,03%. Na Área Metropolitana de Lisboa, só Alcochete se junta a Lisboa nas descidas de preços com -1,7%. Todos os restantes Concelhos da AML registaram aumentos de preços e estão em máximos.
No entanto, e em termos homólogos, a cidade de Lisboa registou uma subida de 5,3% nos preços de venda. Apesar disso, algumas freguesias da cidade registam quebras, quer em cadeia, quer em termos homólogos. Ajuda, Avenidas Novas, Beato, Campo de Ourique, Marvila e São Vicente: todas estas freguesias registaram uma descida nos preços de venda do 2º para o 3º trimestre de 2020, ao mesmo tempo que observaram quebras homólogas.
Porto com subida de 12%
Já a cidade do Porto registou um aumento homólogo nos preços de quase 12%, tendo igualmente registado uma subida em cadeia. Aliás, esta tendência observou-se em todas as freguesias da cidade com aumentos de preços quer em casas novas como nas casas usadas.
Algarve com aumento mais modesto
A região do Algarve parece, para já, estar a resistir a uma quebra de preços. Com uma subida em cadeia de 1,7%, há no entanto que destacar a impressionante quebra nos preços de venda em Alcoutim: – 25%! Já em Lagoa registou-se um aumento de 8% nos preços em cadeia.
Bons negócios (imobiliários)!







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