O sector da mediação imobiliária em Portugal, previsivelmente, está já a sofrer as consequências de uma paragem forçada decorrente das medidas impostas pelo Governo Português. Segundo um inquérito realizado por Out of the Box a 792 profissionais do mercado, 93% dos inquiridos reconhecem terem sentido uma redução no número de potenciais compradores.
Também as angariações caíram bastante com quase 80% dos inquiridos a mencionarem uma quebra no número de clientes potencialmente interessados em vender as suas casas. É pois uma travagem a fundo no mercado, quer do lado comprador como do lado vendedor.
No entanto, relativamente aos processos já em curso, quase 70% dos agentes do mercado referiram não terem sentido alterações relativamente a clientes já angariados. Ou seja, na maior parte dos casos, os clientes não desistiram de vender as suas casas. Do lado comprador, o cenário é bem diferente. Quase 50% dos agentes reconhecem terem tido desistências de potenciais transacções, com os clientes compradores a perderem interesse em negócios.
Quanto a negócios já prometidos, ou seja, com contratos promessa de compra e venda já assinados, a maior parte deles mantém-se. Apenas em 21% dos casos os mediadores imobiliários referiram terem tido clientes com contratos assinados e que desistiram dos negócios.
Visitas e novas angariações caem
Quase 65% dos mediadores inquiridos reconhecem que, nas últimas duas semanas, pararam com visitas a imóveis e novas angariações. Nalguns casos, as angariações ainda se mantêm. Visitas? Só a casas devolutas. “Os clientes não querem”, referem alguns agentes.
Na realidade, sendo a mediação imobiliária uma actividade relacional, de contacto humano, a quarentena obrigatória actual impossibilita a continuação de visitas e angariações, na esmagadora maioria dos casos. Mesmo os agentes que referiram ter tido um aumento de clientes interessados em comprar ou vender uma casa, reconhecem ter grandes dificuldades em realizar visitas. Mais de 70% dos agentes que tiveram um aumento no número de clientes vendedores referem que não fazem visitas. Do lado comprador, o valor baixa para 50%.
Ou seja, mesmo que alguns agentes consigam manter alguma actividade de angariação – seja de imóveis para venda, seja de clientes compradores – a realidade mostra que têm tido já muitas dificuldades em realizar visitas aos imóveis. E sem uma visita, dificilmente se conseguirá concretizar uma transacção.
Os resultados do inquérito estão disponíveis neste link.
Bons negócios (imobiliários)!







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