A procura de casas nos EUA disparou em Maio, à medida que o desconfinamento se foi tornando uma realidade. Segundo dados da Redfin, entre 10 e 17 de Maio, a procura de casas no mercado norte-americano encontrou-se 16,5% acima do período pré-covid.
Um período histórico de baixas taxas de juro, aliado a um reduzido stock de casas disponíveis para venda, está a tornar o mercado muito dinâmico, regressando rapidamente a valores pré-covid. Para já, tudo sustenta um cenário de recuperação em V no mercado residencial norte-americano.
Ao mesmo tempo, regista-se uma certa dinâmica de transferência de procura das grandes cidades para locais mais periféricos, rurais e de menor dimensão. Os compradores procuram preços mais baixos e casas de maior dimensão, longe das grandes metrópoles.
Agentes apostam em tecnologia
Os agentes imobiliários norte-americanos procuram apostar em mais ferramentas tecnológicas. Os anúncios de casas no site da Redfin mostram que no início de Maio, 9% da oferta tinha já imagens 3D e tours virtuais. Este número contrasta com os 2% registados em Janeiro.
Desemprego afecta menos o mercado
Para já, os números do desemprego estão a afectar o mercado menos do que o esperado. Isto porque apesar do forte aumento na taxa de desemprego que tem sido registado nos EUA, a verdade é que este se centra fundamentalmente em famílias com menores rendimentos que, por esse facto, já estavam a sentir grandes dificuldades em comprar casa mesmo no período pré-covid.
Além disso, a quebra de inventários, aliado a um reduzido stock em venda, parece estar a criar uma base nos preços, impedindo o mercado de desvalorizar. No entanto, os últimos dias têm mostrado um aumento, em valor absoluto, no número de proprietários a querer vender a sua casa.
Os próximos tempos serão assim críticos para se conseguir averiguar um eventual impacto do aumento da oferta e da resposta da procura.
Bons negócios (imobiliários)!
2 comentários







2 Comentários
Carlota de Pina
31 de Maio, 2020, 22:54Olá Gonçalo. Esta informação é preciosa, pois os mercados português e americano têm algumas características em comum.
REPLYNomeadamente, a procura de casas maiores nas periferias, com valores mais apelativos.
Acredito que por cá seja semelhante, embora o nosso mercado seja mais lento a responder.
Obrigada
Gonçalo Rodrigues@Carlota de Pina
1 de Junho, 2020, 10:26Carlota,
Vamos dar tempo ao tempo para podermos ter dados para analisar. Para já, nos EUA, a procura parece manter-se. Vejamos qual a % que realmente compra.
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