Cai a alavancagem na habitação. O aumento das taxas de juro tem provocado um menor recurso a crédito para a compra de casa, ao mesmo tempo que o número de casas vendidas também desce.
Os dados do Banco de Portugal sobre crédito habitação mostram um crescimento assinalável nos montantes renegociados, desde início de 2022. Nos últimos 19 meses, os bancos renegociaram já um total de 5,5 mil milhões de euros, cerca de 20% do total de novo crédito concedido. Expurgando este montante, os novos créditos concedidos em 2022 totalizaram 14,5 mil milhões de euros, uma quebra de -4,8% face a 2021.

Fonte: Banco de Portugal
Com a quebra nas transacções no mercado residencial, já desde finais de 2021, a alavancagem na habitação cai. Menos vendas, men1os crédito concedido. Segundo cálculos efectuados com base nas estatísticas do INE e Banco de Portugal, o número de casas compradas com recurso a crédito habitação caiu de 85% no início de 2021 para 69% no final do 1º semestre deste ano.
Depois de 2 anos, em plena pandemia, onde se registou uma forte subida do crédito concedido para compra de casa, o mercado parece agora voltar a um novo equilíbrio, com menos crédito e menos casas vendidas.

Fonte: INE, Banco de Portugal | Cálculos: Out of the Box
Quando este ano, num debate na Rádio Renascença, mencionava que o mercado, per si, já estava a procurar alguns equilíbrios, era precisamente isto que antevia. Um aumento das taxas de juro levaria (como está a levar) a uma redução nas transacções e na contração de crédito, levando a um ajustamento do mercado.
Bons negócios (imobiliários)!







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