Um mundo de juros baixos

Um mundo de juros baixos

É este o Mundo em que vivemos. Ainda. Um mundo de juros baixos, em alguns países negativos, inclusive. Mas parece que tudo isto estará a chegar ao fim.

Quer na Europa, como nos Estados Unidos, a inflação está a criar pressão sobre os Bancos Centrais para que estes revejam as suas políticas monetárias e subam as taxas de referência. Nos Estados Unidos, esse caminho já se iniciou, com a Reserva Federal a aumentar a sua taxa de referência em 25 pontos base em março passado. E vai continuar ao longo de 2022.

Na Europa, para já, ainda não há nenhuma perspetiva temporal de revisão das taxas de juro, apesar do mercado já estar a incorporar esse risco. As taxas Euribor têm subido consideravelmente nas últimas semanas.

Na América Latina, o aumento dos preços do petróleo está igualmente a causar subidas na inflação, obrigando a revisões nas taxas de juro. O México aumentou a sua taxa, recentemente, para os 6,5%

Mas e no resto do Mundo? Em que contexto de taxas de juro vivemos?

As taxas mais elevadas

Na realidade, há exceções a este contexto históricos de taxas de juro baixas. De acordo com a Trading Economics, é no Zimbabwe onde encontramos atualmente as taxas mais elevadas do mercado, nos 80%. Com uma inflação próxima dos 100% (abril de 2022), não é de estranhar tamanho valor nos juros.

A Argentina vem em segundo neste ranking, com juros acima dos 40% a uma taxa de inflação de 55% no final do 1º trimestre deste ano. Nota para a Rússia que também entra no ranking dos juros mais elevados, com o seu banco central a rever recentemente a sua política monetária em face das consequências que o País atualmente vive fruto da guerra na Ucrânia.

 

As taxas mais baixas

Do outro lado deste ranking, encontramos a Suíça com uma taxa de juro de referência negativa, de -0,8%. A par da Dinamarca e do Japão, são os únicos países no Mundo (que constam deste ranking) com taxas negativas.

Apesar do Banco Central Europeu manter a sua taxas de referência nos 0%, há alguns países europeus com taxas mais elevadas: República Checa (5%) e Polónia (4,5%) são alguns desses exemplos.

Bons negócios (imobiliários)!

Nota: Informação retirada de Advisor Visual Capitalist

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