Os dados do mercado imobiliário em Portugal, recentemente divulgados pelo INE, indiciam para já uma eventual recuperação em V.
Depois de uma forte queda nas vendas durante o 2º trimestre, justificada pelo confinamento forçado pela pandemia do Covid-19, o mercado recuperou durante o 3º trimestre.
Leia aqui sobre a recuperação das vendas
Na passada 6ª feira, Out of the Box – Real Estate & Finance conduziu um webinar apresentando os dados do Índice de Preços na Habitação e do Crédito Habitação em Portugal.
Faça download da apresentação
Os dados apresentados, mostram para já:
- Uma forte recuperação do mercado durante o 3º trimestre de 2020;
- Perda de peso nas vendas das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto;
- Aumento da actividade no Algarve;
- Recorde histórico de vendas nas Zonas Norte, Centro e Alentejo;
- Aumento do crédito concedido e estabilização da alavancagem no sector.
Quer rever o webinar?
Recuperação em V?
Os dados publicados pelo INE mostram uma forte recuperação nas vendas no mercado imobiliário em Portugal. Com um 3º trimestre muito activo, tendo sido inclusive o 6º melhor em vendas e o 3º melhor em volume desde que há registos, venderam-se mais de 45.000 casas entre Julho e Setembro. Apesar disso, regista-se uma quebra homóloga de -1,5%.

Apesar da quebra no número de casas vendidas, o volume de vendas aumentou. Fruto de um aumento nas vendas de casas novas, com um valor médio superior, o mercado registou o 3º maior volume de sempre durante o 3º trimestre de 2020 com € 6,7 mil milhões transaccionados.
Observa-se, assim, uma subida homóloga de 6% nos valores médios de venda de casas. No entanto, regista-se uma quebra em cadeia de -2,89%. Os preços das casas novas mantiveram-se estáveis enquanto os usados desvalorizaram -4%.
Crédito continua a aumentar
O crédito habitação continua a aumentar. Com um volume acumulado a Setembro de mais de € 8 mil milhões emprestados, regista-se um aumento de 7% face a 2019. Um nível muito baixo de taxas de juro e uma maior disponibilidade da Banca em manter a concessão de crédito para a compra de casa, aliados a uma forte procura no mercado, são razões para esta subida.
Apesar disso, a alavancagem no segmento residencial corrigiu em baixa no 3º trimestre, para 56%, depois de ter disparado para 69% no trimestre anterior. O mercado espera-se que “normalize” nos próximos meses.
Bons negócios (imobiliários)!







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