O risco global de bolha imobiliária caiu, de acordo com o mais recente estudo da UBS – Global Real Estate Bubble Index. Os desequilíbrios anteriormente existentes na Europa reduziram-se, mantendo-se elevados no continente asiático.
Miami é agora a cidade que apresenta o maior risco de bolha entre as todas aquelas analisadas no estudo da UBS. Tóquio e Zurique vêm logo a seguir na lista, no top 3. Comparando com os resultados do ano anterior, estas três primeiras cidades mantêm-se com elevado risco de bolha imobiliária.
É igualmente possível verificar que no espaço de 12 meses, o número de cidades com elevado risco de bolha também se reduziu, mostrando então a redução de risco global.
O panorama global de inflação elevada em muito terá contribuído para estas alterações de mercado. O preço real das habitações caiu de forma genérica, dissipando os riscos de bolha imobiliária.
Os preços na habitação ajustados pela inflação nas cidades analisadas estão agora, em média, cerca de 15% abaixo do que em meados de 2022, quando o ritmo global de subida das taxas de juros se intensificou. Os preços reais em Frankfurt, Munique, Estocolmo, Hong Kong e Paris, por exemplo, estão 20% ou mais abaixo dos picos pós-pandemia.
Naturalmente, estes resultados não significam que a habitação, globalmente falando, se tenha tornado mais acessível. Bem pelo contrário. Comparando com o ano de 2021, em termos financeiros, a acessibilidade reduziu-se em 40%. No entanto, uma deterioração significativa na acessibilidade não significa necessariamente uma correção de preços, tal como temos visto.

Bons negócios (imobiliários)!






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