Na sequência do último post e dos dados mais recentes do S&P Case Shiller (que registou uma subida em Julho), deixo-vos hoje um gráfico interessante sobre o montante de hipotecas que estão em actualmente em default e ainda por liquidar. Caso assim se mantenham, eventualmente todas estas casas hipotecadas terão de vir para o mercado e aí podemos esperar forte pressão no preço.

Mais uma vez, este movimento dependerá em muito da manutenção do programa de refinanciamento de hipotecas e de se optar em aumentar, nos Estados Unidos, o montante global de negative equity no sector da habitação.
Outro elemento importante diz respeito ao nº de habitações novas a construir. Também já vimos noutro post que o movimento de aceleração tem vindo gradualmente a diminuir. Sabe-se agora, através de um estudo levado a cabo pela National Association of Home Builders (NAHB), que 63% dos construtores inquiridos referem estar a sentir muitas dificuldades em contratar crédito para financiar a sua actividade de construção de habitação unifamiliar:
– 80% dos inquiridos referem que as entidades financiadoras estão a diminuir o rácio loan-to-value (LTV);
– 76% referem que não existem sequer novas linhas de crédito disponíveis;
– 75% dizem, ainda, que as instituições financeiras estão a reduzir os montantes máximos de concessão de crédito.
Nestas condições, dizem os construtores que terão naturalmente de parar com os seus investimentos.
Neste momento, temos o fim do benefício fiscal de USD 8.000 para os chamados “first-time buyers”, o fim do programa de refinanciamento de hipotecas e um maior aperto nas condições de financiamento das empresas de construção.
Terá chegado ao fim todo este ciclo de recuperação no mercado imobiliário habitacional nos Estados Unidos?
Bons negócios (imobiliários)!






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