Segundo dados da S&P, os preços das casas em Portugal irão cair 2,5% em 2020, decorrente da crise originada pela pandemia do Covid-19. Os primeiros impactos sentidos nos mercados europeus centram-se num (quase) total congelamento das transacções, fruto das medidas impostas de confinamento.
À medida que essas medidas comecem a ser levantadas, o mercado começará a reagir gradualmente, mas com impactos mínimos previstos nos preços, pelo menos a curto prazo. O número de transacções espera-se que se mantenha reduzido. Uma real visão sobre a oscilação de preços tornar-se-à mais clara mais perto do final do ano.
Que variáveis mais podem influenciar uma quebra de preços?
De facto, é ainda muito cedo para se ter uma visão clara sobre o que acontecerá aos preços no imobiliário, em concreto no segmento residencial. As medidas entretanto tomadas pelos Governos nacionais, a par da política do Banco Central Europeu, são um claro travão a maiores quedas no curto prazo.
Medidas que permitam travar o aumento descontrolado do desemprego, manter a liquidez nos mercados e na banca que promovam a concessão de crédito, entre outras que por exemplo procurem conter o aumento do crédito mal-parado. Enquanto estas medidas se mantiverem, e nos Países em que tal se verificar, os “estragos” poderão ser um pouco mais contidos.
Futuro incerto mas animador
As previsões da S&P para Portugal são, de facto, bastante animadoras. Em 2021, o mercado irá registar uma recuperação de preços de 1,1%, com os dois anos seguintes a registarem forte aumento. Portugal é inclusive o País com maior crescimento esperado de preços em 2022 e 2023.

Bélgica, França Alemanha, Irlanda, Itália e Holanda poderão ser os Países mais atingidos, com previsão de descida de preços em 2020 e 2021. Recuperação? Só mesmo a partir de 2022 e menos intensa que em Portugal.
Bons negócios (imobiliários)!







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