O mercado residencial da China parece estar lentamente a recuperar, depois de fortes quedas no 1º trimestre de 2020. Será questão para perguntar: depois da tempestade, virá a bonança?
Segundo dados do National Bureau of Statistics, a venda de casas na China sofreu um forte impacto nos primeiros meses do ano, com números bem distantes de períodos homólogos de 2018 e 2019. Em termos acumulados, o mês de Março fechou com uma quebra no volume de vendas de casas na ordem dos 23%, face a 2019.

Fonte: National Bureau of Statistics
Mas as quebras não foram iguais em todo o País. Aliás, a China é um mercado muito heterogéneo, vivendo de realidades profundamente distintas.
Tianjin, por exemplo, registou uma quebra homóloga no volume de vendas durante o 1º trimestre superior a 60%. Guangzhou quebra praticamente 50%.
Procurando uma análise mais “fina”, a Savills apresenta-nos o volume de vendas em habitação nas principais dez cidades chinesas. O gráfico fala por si…

À medida que se foi instalando uma política de desconfinamento, o mercado começou gradualmente a (re)operar. No final de Março, o volume de vendas no segmento residencial oscilava já entre 70% a 80% de valores de 2019.
Um problema chamado dívida
Os Promotores Imobiliários na China estão bastante alavancados. Na realidade, já o estavam antes. A pandemia do Covid-19 veio colocar a nú muitas das debilidades que alguns deles já apresentavam. Com dificuldades em continuar a financiar as suas promoções e sem serem capazes de cumprir com objectivos de vendas, muitos começam a apresentar dificuldades.
Segundo a Savills, até final do 1º semestre de 2020, são mais de 100 mil milhões de dólares de emissões obrigacionistas a vencer. No 1º semestre de 2019, o mercado transaccionou quase 800 mil milhões de dólares. Este ano irá vender bastante menos. Conseguirão estes promotores fazer face aos pagamentos? Conseguirão eles refinanciarem-se?
Bons negócios (imobiliários)!







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