Os hotéis em Lisboa valorizaram 3,2% em 2023, de acordo com dados da consultora HVS. Depois de uma forte correcção em 2020, fruto da pandemia, os hotéis em Lisboa valorizaram todos os anos, desde então, tendo fechado 2023 com uma subida de 3,2%.
Desde 2001, o perfil de valorização do sector hoteleiro lisboeta é algo errático. Alguns picos de valorização, outros com fortes quebras. No final, ao longo de 23 anos, a valorização média anual é de 2,3%.

Fonte: HVS
Tomando por base o valor médio por quarto reportado pela mesma fonte em 2001 de € 148.996, conclui-se que o ano de 2023 encerrou com um valor médio por quarto de hotel em Lisboa de € 225.771.
Este valor encontra-se ainda abaixo do pico registado antes da pandemia, em 2019, quando o mercado atingiu o valor recorde de quase 230 mil euros por quarto. De registar o forte movimento de valorização do mercado no período de 2012 a 2019, quando os hotéis em Lisboa quase duplicaram de valor.
Fonte: HVS | Cálculos: Out of the Box
Europa valoriza 1,3%
O mercado europeu, como um todo, fechou o ano com uma valorização de 1,3%. Destaque para Atenas que registou uma valorização de 11,2%, bem acima de Varsóvia (5,3%) ou Zurique (5%). Lisboa acabou por ficar na 11ª posição do ranking das cidades europeias que mais valorizaram, acima da média europeia.
Por seu turno, alguns mercados registaram quebras nas suas valorizações. Casos de Istambul, Estocolmo ou Munique, por exemplo. Mas os mercados que mais caíram foram Moscovo (-29,4%) e São Petersburgo (-23,7%). Em apenas 2 anos (2022 e 2023), estes mercados acumulam uma quebra substancial, perdendo cerca de metade do seu valor. As consequências da guerra fazem-se sentir também no sector hoteleiro.
Investimento acima dos 10 mil milhões de euros
O volume de investimento em activos hoteleiros, ao longo de 2023, atingiu o montante de 10,7 mil milhões de euros, representando uma quebra de 17% face ao ano anterior. O aumento do custo da dívida, acumulado com um enquadramento macroeconómico e geopolítico desafiante, fez aumentar o diferencial entre asking e closing price, colocando maior dificuldade no fecho das operações.
Os mercados europeus mais activos foram França e Espanha que, em conjunto, acumularam 4,7 mil milhões de euros em transacções.
Bons negócios (imobiliários)!








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