Em plena pandemia Covid, os maiores investidores em imobiliário adequam agora as suas estratégias de investimento. No entretanto, ficam em pausa relativamente a novos investimentos, enquanto não ficar claro o impacto na rentabilidade de valor dos activos sob gestão.
Na realidade, nos últimos 18 meses, os investidores aumentaram a sua exposição ao imobiliário ou, no limite, mantiveram-na. Um inquérito realizado pela IPE mostra que apenas 4,4% dos inquiridos respondeu ter diminuído investimento em imóveis. Além disso, a maioria dos investidores planeava continuar a investir no mercado imobiliário. Mais de 2/3 dos inquiridos planeavam ser compradores líquidos.
Covid-19 veio mudar tudo
Restam já poucas dúvidas que a pandemia do Covid-19 veio mudar muita coisa e que se sentirá um impacto negativo nos portfolios imobiliários. As expectativas de retorno para 2020 estão agora nos 5,8%, bem abaixo dos 10,4% registados em 2019.
O foco recai, em primeiro lugar, para as carteiras existentes. Gestão é palavra de ordem, procurando minimizar os impactos negativos da pandemia. No entanto, sem nunca esquecer potenciais oportunidades de novos investimentos. Mas sem pressas,
Que segmentos se revelam mais interessantes?
A adequação de estratégias de investimento em imobiliário leva à busca de alternativas. Logística, data centers e arrendamento residencial estão no topo dos segmentos que se revelam mais interessantes para os investidores. Demonstram mais resiliência que outros segmentos de mercado, sobretudo retail e hotelaria. De qualquer forma, a posição é (quase) unânime: com cautelas e sem pressas em voltar a entrar no mercado. A prioridade passa por preservar liquidez no curto prazo.

A fuga para activos core
Apesar das oportunidades, o inquérito mostra ainda que os maiores investidores em imobiliário continuam a preferir investir em activos de escritórios. Apesar da disrupção que se antecipa no mercado, com o incremento do teletrabalho, 81% dos inquiridos continuam a preferir este segmento nos próximos 18 meses.
Industrial, logística e residencial vêm, então, logo a seguir. Bem à frente do segmento de retail onde claramente os investidores estão com um sentimento mais bearish.
Independentemente dos segmentos, a estratégia dos investidores parece agora evoluir mais para um core ou core-plus, abandonando para já estratégias de value-add.
Allianz no topo do ranking
A Allianz é a empresa com maior volume de activos imobiliários sob gestão, ultrapassando os 82 mil milhões de dólares, bem acima da APG com pouco mais de 53 mil milhões de dólares sob gestão. Em ambos os casos, o imobiliário representa cerca de 10% das suas carteiras.
Bons negócios (imobiliários)!







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