O investimento em imobiliário está em forte queda. Segundo dados da Savills, o investimento em imóveis caiu 33% a nível global durante o primeiro semestre de 2020, com a região de Ásia-Pacífico a ser mais severamente atingida com quebras de 45%.
O continente americano registou quebras de 36%, enquanto que na região EMEA a descida foi de “apenas” 19% . O impacto da pandemia no imobiliário foi global.
Os segmentos de hotelaria, retail e escritórios foram os mais atingidos com quebras de -59%, -41% e -40%, respectivamente. Industrial registou uma quebra de apenas 4% nos volumes transaccionados, sendo o segmento mais resiliente até à data.
O segmento residencial, globalmente apresentou uma evolução mista. O volume de investimento global, apesar de ter caído -26%, subiu 105% na região de Ásia-Pacífico e 7% na região EMEA. Ao invés, quebrou -41% no continente americano.
Número de negócios quebra de forma generalizada
Se o investimento denota disparidades entre segmentos e regiões, já a quebra no número de negócios realizados é generalizada. Durante o 1º semestre de 2020, o número de transacções caiu 39% no continente americano, 37% em EMEA e 34% em Ásia-Pacífico. A dimensão das transacções é que foi substancialmente diferente de região para região, com a região EMEA a manter investimentos de valor bem elevado.
Nova Iorque é a cidade com mais investimento
Globalmente, Nova Iorque é a cidade que recebeu mais investimento imobiliário, apesar da quebra homóloga de -43%. Los Angeles, Paris e São Francisco seguem-se no ranking. Destaque ainda para Hong Kong que saiu do top 10 das maiores áreas metropolitanas mundiais, com uma quebra significativa no investimento em imóveis superior a -80%.
Investimento deve aumentar no segundo semestre
A consultora acredita que o investimento imobiliário deve aumentar no segundo semestre. Segundo um inquérito por si lançado, uma maioria dos inquiridos acredita que os volumes de investimento em activos de escritórios e logística subirão até final do ano. As perspectivas para o segmento de retail são, por sua via, bastante mais pessimistas.
Bons negócios (imobiliários)!








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