O crédito imobiliário mal-parado no mercado norte-americano, relacionado com commercial real estate, aumenta em 2020. Segundo dados da Trepp, o mal-parado triplicou em três meses, atingindo o pico registado no ano de 2012.
O segmento mais atingido foi o da hotelaria. Com o confinamento obrigatório, a indústria hoteleira viu as suas taxas de ocupação afundar. O mal-parado disparou 21 biliões de dólares.
Também o segmento de retail sentiu os efeitos da pandemia. Só um total de 11,4 biliões de dólares estão expostos à empresa JC Penney que recentemente anunciou o encerramento de centenas de lojas.
De facto, estes são os dois segmentos mais atingidos com taxas de mal-parado de 24,3% e 18,1%, respectivamente.
Restantes segmentos mais resilientes
Os restantes segmentos do mercado imobiliário – habitação, escritórios e industrial – mostram bastante mais resiliência com taxas de mal-parado muito inferiores. As subidas face ao mês de Janeiro são pouco expressivas, sendo que no segmento industrial o mal-parado nem sequer subiu.
Nova Iorque mais atingida
Nova Iorque é a cidade mais atingida dos Estados Unidos com mais de 7 biliões de dólares em mal-parado, representando 18% do total. No entanto, Minneapolis parece enfrentar um duro caminho pela frente com 47% do total dos empréstimos agora em “maus lençóis”.

Mal-parado em Portugal em mínimos
Para já, Portugal não está a sentir os efeitos da crise no que respeita ao crédito mal-parado. Segundo dados do Banco de Portugal, o mal-parado totalizava pouco mais de € 2,4 mil milhões em Maio passado, representando 2,05% do crédito total a particulares, tendo subido apenas 0,01% num mês. O mal-parado está agora a níveis de Julho de 2008.
No segmento residencial, o peso do mal-parado é de apenas 0,74% do total de crédito concedido para a compra de casa, num total de 686 milhões de euros. Trata-se do valor mais baixo desde que há registos.
Bons negócios (imobiliários)!







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