Mercado de escritórios de Lisboa sem espaço para acolher grandes empresas

O Prime Watch é pelo 6º ano consecutivo, um trabalho desenvolvido por Out of the Box para a empresa B. Prime, que analisa em detalhe o mercado de escritórios de Lisboa.
O estudo deste ano conclui que 2015 foi um ano bastante positivo para o mercado de escritórios: a subida da absorção, o aumento da área média ocupada e um acréscimo das rendas, aliado à inexistência de espaços adequados para escritórios será porventura a variável mais importante no mercado de escritórios de Lisboa e uma oportunidade de investimento. O estudo aponta para um aumento de 5,7% nas receitas geradas neste segmento, em 2015, situando-se nos € 480.7 milhões.
No que diz respeito ao mercado de escritórios de Lisboa, a 6ª edição do Prime Watch conclui que os edifícios com qualidade e em boas localizações são ocupados com maior rapidez e no decorrer deste ano deverá registar-se um novo mínimo histórico nas áreas novas disponíveis. Em valor absoluto, de um total de 509 mil m2 disponíveis para ocupação, o mercado tem pouco mais de 25.000 m2 de stock novo, sendo que da área usada disponível, 40% está concentrada na zona 6 e 20% na zona 2.
O estudo de mercado da consultora alerta para o facto de 95% do stock total disponível ser usado e não ter nem dimensão, nem qualidade para atrair grandes empresas, o que se traduz, em situações de pré-arrendamento, ou seja, alguns edifícios deverão ser totalmente arrendados, mesmo antes de serem terminados.
O Prime Watch demonstra que o mercado tem margem para receber novos edifícios em zonas com escassa disponibilidade, como é o caso das zonas centrais e do Parque das Nações, alvo de interesse por parte dos grandes ocupantes, o que certamente se materializaria em situações de pré-arrendamento.
O mercado de escritórios de Lisboa apresenta uma valorização média de praticamente 6.5 mil milhões de euros, o equivalente a aproximadamente 3.7% do PIB nacional.
Segundo Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime: “Os investidores têm fundamentalmente apostado no mercado residencial e hoteleiro, por ser o que primeiro saiu da crise, no entanto com a recuperação da economia, as empresas têm vindo a expandir-se, além da entrada de novas empresas internacionais no mercado. Como praticamente não há oferta nova no segmento dos escritórios, chegámos a esta situação insólita em que não existe oferta de qualidade, para a procura atual. 
Em certas zonas como é o caso do Parque das Nações esta realidade torna-se crítica, uma vez que a entrada de novas empresas só poderá ocorrer com a saída de outros inquilinos, dado que nem sequer existem escritórios usados disponíveis, como demonstrado no Prime Watch. Por outro lado, também não está prevista a construção de qualquer edifício novo no próximo ano, o que irá ainda agravar mais a situação.”

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