Os Fundos de Investimento Imobiliário em Portugal fecharam o ano de 2019 com um total de € 10,25 mil milhões de euros sob gestão. Este valor representa uma quebra de 3,7% face ao ano anterior, segundo leitura dos dados da APFIPP e da CMVM. Na realidade, os fundos de investimento imobiliário em Portugal têm vindo a apresentar uma trajectória descendente já desde o ano de 2013.
Os Fundos Fechados foram aqueles que registaram a maior queda (-4,9%) enquanto que os Fundos Abertos apenas perdem -1,3% dos montantes geridos. Nos últimos 6 anos, os fundos viram cair em mais de € 2 mil milhões os montantes que gerem. Os fundos fechados registaram quebra superior:

Fonte: APFIPP, CMVM
De entre as Sociedades Gestoras actualmente a operar no mercado (num total de 34), a Fidelidade foi aquela que apresentou mais crescimento homólogo (+66,7%). No entanto, o destaque deve ir para a Square Asset Management que com um crescimento de 11,4% nos montantes geridos salta para a 2ª posição no ranking das maiores Gestoras.
O mercado é liderado pela Interfundos com € 1,3 mil milhões sob gestão (Millennium BCP), seguida como se disse da Square e da GNB com quase € 1,1 mil milhões (Novo Banco). A Interfundos fecha o ano com uma quota de mercado de 13%, acima dos 11% da Square e dos 10,7% da GNB.

Fonte: APFIPP, CMVM
Fundos mantêm posição vendedora
A contribuir para esta quebra nos montantes geridos estará com certeza a manutenção da posição vendedora dos fundos em Portugal. Segundo dados do Banco de Portugal, em 2019 (valores acumulados a Novembro) os fundos registaram uma posição líquida (entre movimento compradores e vendedores) de -€ 615 milhões. Trata-se do 6º ano consecutivo em que os fundos imobiliários apresentam mais vendas do que compras no mercado num montante acumulado de quase € 3,3 mil milhões:

Fonte: Banco de Portugal
Dívida não para de cair
Esta posição vendedora tem sido utilizada para amortizar dívida, que não para de cair. No final de 2019, os fundos imobiliários apresentavam dívidas de € 1,1 mil milhões, tendo amortizado mais de € 170 milhões ao longo do ano. De assinalar que desde 2013 os fundos já devolveram mais de 1,5 mil milhões em dívida.
Ao mesmo tempo, a liquidez destes veículos tem vindo a aumentar. De realçar que no pico da crise, os fundos não tinham qualquer liquidez, tendo vindo gradualmente a recuperá-la ao longo dos últimos anos. No final de 2019 já registavam valores acima de 10% do valor dos imóveis em carteira.

Fonte: CMVM
Bons negócios (imobiliários)!
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Nota: os montantes apresentados relativos a valores sob gestão e quotas de sociedades gestoras incluem os elementos das sociedades FundBox e Norfin relativos ao 3º trimestre de 2019, segundo dados da CMVM.







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