Os preços das casas em Lisboa estão em valores máximos. Os dados publicados pelo INE mostram um preço mediano das casas em Lisboa nos € 3.427 /m2. Trata-se de um máximo desde que o INE iniciou esta estatística em 2016.
Depois de uma quebra no início de 2021 e de uma descida global desde o início da pandemia, os preços das casas em Lisboa voltaram a subir no 3º trimestre de 2021. Com um valor mediano de € 3.427 /m2, os preços subiram 3,3% face ao trimestre anterior. Em termos homólogos, a subida foi de 1,5%.
Desde que a pandemia do Covid-19 começou, a cidade de Lisboa apresenta uma valorização no mercado residencial de 2,8%.
Fonte: INE
Casas novas disparam 10%
Os preços das casas novas dispararam. Com uma subida em cadeia de 10,4%, cada casa nova em Lisboa apresenta agora um preço mediano de € 4.524 /m2. Depois de uma correcção nos preços ao longo de 2021, o 3º trimestre regista um forte aumento nos preços. O aumento da inflação, com claro reflexo no preços das matérias-primas na construção, não será factor alheio a esta alteração de preços.
No que respeita aos fogos usados, a subida de preços foi mais modesta, de 2,4%. Cada casa usada apresentou um preço mediano de € 3.335 no 3º trimestre de 2021. Apesar do menor aumento nos usados, estamos perante um valor máximo nos preços de venda.
Lumiar regista forte subida
De entre as freguesias da cidade de Lisboa, destaca-se o Lumiar com um aumento de preços de 12,5%. Avenidas Novas e Beato também observaram valorizações assinaláveis, acima dos 7%, em apenas 3 meses.
Olhando para o período de pandemia (desde final do 1º trimestre de 2020), registe-se uma forte valorização das casas nas freguesias de Campo de Ourique (17,8%) e Olivais (12,7%).
Mas nem todas as freguesias de Lisboa apresentam subida dos preços. No 3º trimestre de 2021, registamos descidas nos preços em Misericórdia (-8,9%), Santa Maria Maior (-3,5%), como também no Areeiro e Arroios mas em menor dimensão.
Fonte: INE
Cálculos: Out of the Box
De facto, as chamadas zonas históricas foram aquelas que mais desvalorizaram ao longo de todo o período de pandemia com quebras acima dos 15% e 20%.
Bons negócios (imobiliários)!








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