Vendas: estáveis no agregado, divergência regional
O mercado de habitação em Espanha mantém uma tendência de alta, com preços em máximos nominais e vendas estáveis.
Os notários registam cerca de 195.000 transações no 2º trimestre deste ano, representando um crescimento homólogo de 2%. A Catalunha destacou-se com 31.000 transações, representando o melhor 2º trimestre em mais de 10 anos, ao passo que Baleares e Canárias recuaram um pouco.
Em junho, houve 68.128 escrituras (+5,9% em termos homólogos) com um preço médio de e €1.906/m² .
Segundo o Notariado, o preço médio atingiu €1.883/m² no 2º trimestre, um novo máximo para um 2.º trimestre e acima do pico nominal de 2007. No entanto, olhando para os preços reais (ajustando inflação), estes máximos ainda ficam abaixo dos de 2007.
Em paralelo, o INE reporta uma subida no IPV de 12,7%, reforçando a aceleração de preços.
Implicações para o mercado de investimento
- Yields: se as rendas não acompanharem os preços, é provável haver uma compressão de yields em localizações “quentes”;
- Seleção geográfica: Catalunha com forte tração; ilhas a mostrar elasticidade maior da procura. Stock e licenças serão decisivos para 2026;
- Risco macro: menos risco sistémico, mas sustentabilidade desta velocidade merece vigilância (taxas, emprego, imigração e obra nova).
Sinais a seguir no 2.º semestre
- Hipotecas novas (volumes, spreads, LTV): indicador líder para 2026.
- Obra nova e licenças: capacidade de aliviar pressões de preço nas capitais e “hotspots” costeiros.
- Segmentos de segunda residência (ilhas): melhor termómetro da procura internacional.
Bons negócios (imobiliários)!
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Fontes de Informação:
- Spanish Property Insight — Mark Stücklin, “HEADS UP! Q2 2025 housing numbers… (Notários)” (30 ago 2025)
- Spanish Property Insight, “Average Spanish house price back at 2007 peak — but only if you ignore inflation” (6 set 2025)
- INE (Espanha)







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