Os compradores estrangeiros voltam às compra de imobiliário em Espanha. Os dados relativos ao 3º trimestre de 2021 mostram um aumento de 42,5% na compra de casas por estrangeiros em Espanha, com os alemães a ultrapassarem os ingleses.
Os dados dos registos de Espanha mostram que o peso das compras por estrangeiros também aumentou, depois das fortes quedas registadas na sequência da pandemia do Covid-19. A procura estrangeira totaliza agora 10,8% do mercado residencial espanhol, depois de ter caído para 9,7% no início do ano.
Os alemães são agora quem mais compra casas em Espanha, seguidos de ingleses e franceses. No entanto, comparando com período homólogo de 2020, foram os irlandeses quem registou maior subida nas compras, seguidos de polacos e franceses.
Mercado doméstico também cresce
Não são só os compradores estrangeiros a voltar ao mercado. Na realidade, também a procura doméstica registou um forte crescimento, com um aumento da venda de casas a espanhóis de 51% face a 2020.
Governo Espanhol disponibiliza mais dinheiro
Entretanto o Governo Espanhol anunciou um pacote de 10 mil milhões de euros para o segmento residencial, até 2025. No próximo ano será registado o maior investimento alguma vez realizado, num total de 3,3 mil milhões de euros em reabilitação e promoção pública.
A par deste pacote de investimento, está também em discussão a introdução de um novo pacote legislativo com o objectivo de travar o crescimento das rendas e dos preços no mercado, melhorando a acessibilidade na habitação.
Salientam-se alguns pontos deste pacote legislativo:
- Habitação pública não pode ser alienada a fundos de investimento;
- Proprietários que deixem casas devolutas por mais de dois anos serão taxados superiormente;
- Introdução de tectos no valor das rendas, em zonas onde a procura seja elevada;
- Os promotores imobiliários deverão reservar 30% das suas promoções para habitação social;
- Os grandes proprietários de casas serão forçados a disponibilizar stock com rendas definidas pelas autoridades locais, ao mesmo tempo que não as poderão actualizar com actualmente o fazem, ficando “congeladas” por um período até 10 anos.
Bons negócios (imobiliários)!
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Fonte: Spanish Property Insight







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