Os preços na habitação nos EUA sobem e não param de subir. Com isso, a afordabilidade complica-se e há muito que não era tão caro para um norte-americano comprar casa.
Os preços na habitação nos EUA subiram 7,9% em Outubro passado. Trata-se do maior aumento anual desde Junho de 2014. Com isso, a afordabilidade atingiu valores mínimos de 12 anos.
De acordo com dados da Attom Data Solutions, os norte americanos precisam agora de quase 30% do seu rendimento mensal para conseguir pagar uma casa. O nível historicamente baixo de taxas de juro, em vez de beneficiar a afordabilidade na habitação, está ao invés a fazer disparar os preços de venda.

Os números sobre afordabilidade, como os dados do índice S&P Case-Shiller comprovam uma tendência que nasceu com o início da pandemia. Cada vez mais norte-americanos procuram casa fora dos grandes centros urbanos, com espaço exterior, uma divisão extra para home-office e cozinhas mais amplas.
Esta tendência gerou um acentuado aumento na procura em zonas mais remotas aos grandes centros urbanos, fazendo os preços aumentar em mais de dois dígitos em muitos estados.
Phoenix, por exemplo, regista um aumento de preços de 12,7% no espaço de 12 meses. De seguida, Seattle vai nos 11,6% enquanto que San Diego está em 11,6%.
Os dados da Attom Data Solutions mostram que os preços subiram muito mais que os rendimentos das pessoas. Em 90% dos “counties” analisados, os preços subiram mais rapidamente que os rendimentos; em 79%, os preços atingiram subidas de 2 dígitos; neste momento, a habitação é menos acessível que há 1 ano atrás em 55% dos “counties” analisados.
Oferta reduz-se
Ao mesmo tempo que os preços na habitação sobem e a afordabilidade se complica, a oferta reduz-se. Dados recentes mostram uma redução na entrada de novo stock para venda no mercado, provocando ainda maior pressão sobre os preços em zonas onde a procura é elevada.
O inventário, segundo dados da realtor.com caiu quase 40% ao longo do último ano, estando abaixo das 700.000 casas pela primeira vez desde que a empresa recolhe dados do mercado. No entanto, o inventário de casas em venda subiu 7,6% no último ano em certos urbanos mais populosos.
Preços não parecem querer abrandar
É bem possível que o ano de 2021 mantenha a toada de subida nos preços. Alguns dos principais players de mercado apontam as suas previsões para um crescimento dos preços no próximo ano. Com uma reduzida oferta e uma procura muito activa, a expectativa de valorização do mercado parece ser consensual.
Bons negócios (imobiliários)!






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