O investimento imobiliário na Europa caiu 37% durante o 3º trimestre de 2022. De acordo com dados da MSCI Real Estate, o volume de investimento imobiliário na Europa baixou para 53 mil milhões de euros no 3º trimestre deste ano, representando uma queda de 37% face a igual período de 2021.
Face ao cenário inflacionista actualmente vivido, o mercado aparenta começar a fazer um repricing dos activos imobiliários. A subida das taxas de juro, com impacto directo nas yields do imobiliário, levam os investidores a abrandar a tomada de novos investimentos, procurando activos que permitam manter um prémio de mercado interessante nas actuais condições.
Nove dos 10 maiores mercados europeus registaram quebras nos volumes de investimento. Excepção feita a Espanha, onde uma operação de € 900 milhões sobre um portfolio de Residências de Estudantes permitiu ao mercado registar um crescimento de 53% no volume de investimento em activos comerciais.
Investimento em Hotéis sobe 19%
Apesar uma quebra homóloga trimestral de -43%, é de assinalar o aumento acumulado homólogo de 19% no volume de investimento imobiliário em Hotéis. A par do segmento de retalho e industrial, são os únicos que ainda registam subidas no volume de investimento acumulado até Setembro deste ano.

Quem sai beneficiado desta conjuntura?
Os dados dos primeiros nove meses de 2022 mostram que numa conjuntura com tamanha incerteza, os investidores internacionais tendem a favorecer mercados com maior liquidez e dimensão. Desta forma, Londres e Paris, que registaram aumentos de 17% e 11% nos volumes de investimento, respectivamente, acabam por sair beneficiar.
Apesar disso, o Reino Unido regista uma quebra de 33% no investimento imobiliário. No entanto, conseguiu mesmo assim tornar-se o maior destino de investimento, ultrapassando a Alemanha que tem sofrido de forma mais acentuada os impactos da guerra na Ucrânia.
Berlim registou uma quebra de 55%, deixando de ser o destino preferencial de investimento imobiliário na Europa. Actualmente, corre atrás de Londres, Paris e Estocolmo.
Bons negócios (imobiliários)!







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