Segundo dados publicados pelo INE, a venda de casas em Portugal caiu apenas 2% em Março (últimos 3 meses), em termos homólogos. É importante relembrar que parte do mês já foi vivido em plena pandemia e em confinamento. Em cadeia, a queda foi um pouco superior, na ordem dos 10%.
O ano de 2020 tinha começado com um bom ritmo, com os mediadores imobiliários a referirem um aumento das vendas em Janeiro e Fevereiro. A queda no mês de Março é previsível e apenas pode gerar surpresa pela reduzida amplitude. Naturalmente, o mês de Abril deverá trazer outro tipo de números.
Quebra no 1º trimestre deverá rondar os 5%
Analisando os dados disponibilizados pelo INE, conclui-se que o número total de casas vendidas no 1º trimestre deste ano deverá registar uma quebra superior a 5% face a igual período de 2019. Apesar da quebra homóloga mensal ser de apenas 2,5%, a quebra em cadeia é bastante superior. O número de 6,02 alojamentos vendidos por cada 1.000 alojamentos familiares clássicos existentes em Portugal aponta para um total abaixo dos 36.000 fogos usados vendidos, cerca de 5% menos que as 37.436 vendas conseguidas em 2019.
AML e Algarve acima da média
Em Março de 2020, ao nível regional, com excepção da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e do Algarve, as restantes regiões apresentaram um número de vendas por mil alojamentos familiares inferior à referência nacional. O Centro (4,49) e o Alentejo (4,70) ficaram abaixo da referência de 5. A AML e o Algarve, apesar de verificarem um valor de vendas por mil alojamentos familiares clássicos acima da referência nacional observaram, em Março de 2020, uma diminuição deste valor face ao período homólogo: -2,1% e -0,9%, respetivamente.
Alentejo e Alto Tâmega mais resilientes
Os dados agora publicados mostram ainda que as regiões do Alentejo Central e Alto Tâmega apresentam um aumento das vendas face a Março de 2019. A relação no número de casas vendidas nestas regiões foi de 1,13 e 1,1, respectivamente, face aos primeiros três meses de 2019. Lezíria do Tejo (1,12) e Médio Tejo (1,1) também registam subidas.
A pandemia do covid-19 veio provocar um aumento da procura por imóveis residenciais em zonas mais tranquilas e seguras, com a procura a preferir espaços amplos fora das grandes cidades. Os números do INE vêm mostrar um pouco essa tendência.
Arrendamento também cai
Em Março de 2020, registaram-se apenas 2,2 novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos, em Portugal. Este número contrasta com os 3,36 registados em igual período de 2019.
Ao nível regional, com excepção da AML e do Algarve, as restantes regiões NUTS II apresentaram um número de novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos inferior à referência nacional. Em Março de 2020, verificou-se em Portugal e nas sete regiões NUTS II, uma diminuição do número de novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos face ao mesmo mês no ano anterior, destacando-se a Região Autónoma dos Açores com a maior variação homóloga: -39%. Algarve e AML ficaram-se pelos -35%.
Bons negócios (imobiliários)!







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