A venda de casas em Portugal caiu 5,3% em 2020. Os dados recentemente publicados pelo INE mostram uma queda de 5,3% no número de casas vendidas ao longo do ano de 2020.
Olhando para a conjuntura que vivemos, os dados agora publicados são bastante bons. Em ano de pandemia e com um lock-down que inevitavelmente afectou a venda de casas em Portugal, uma quebra de 5% ficará, com certeza, bem abaixo de muitas expectativas iniciais.
Para tal, muito contribuiu a forte recuperação do mercado no último semestre do ano. De facto, nos últimos 6 meses de 2020 foram vendidas 94.870 casas, um valor completamente em linha com o período homólogo de 2019 (95.062 casas vendidas). Mais: o último trimestre de 2020 marcou um novo recorde absoluto na venda de casas em Portugal: 49.734, acima das 49.232 vendas registadas no mesmo período de 2019.

Fonte: INE
Os dados, para já, apontam para uma confirmação de uma recuperação em V. Depois de uma quebra no 2º trimestre de 2020, justificada pelo lock-down vivido em Março e Abril, o mercado recuperou a sua actividade. O ano fechou com valores de venda de casas em linha com o período pré-covid.
Depois de uma forte subida em cadeia de 35,2% no 3º trimestre, o ano fecha com uma subida também em cadeia de 10,2%, confirmando assim a recuperação nas vendas.
Usados voltam a ganhar terreno
A venda de usados volta a ganhar terreno no mercado. Depois de 2 trimestres, nos quais o peso das vendas de casas novas aumentou ligeiramente face a um histórico recente, o último trimestre de 2020 regista um aumento na venda de casas usadas em detrimento das casas novas.

Fonte: INE
Na realidade, o 4º trimestre de 2020 marca um novo recorde no número de casas usadas vendidas em Portugal, num total de 42.372 vendas concretizadas. É mais de 85% das vendas totais.
No entanto, apesar desta recuperação, os números mostram que o mercado de casas novas sofreu bem menos que o de casas usadas. Em 2020, o mercado registou uma quebra de apenas -0,1% no número de casas novas vendidas. Destaque para a Zona Norte, Alentejo e Madeira que inclusive registaram uma subida nas vendas de novos.
Lisboa e Algarve registam quebra superior
As regiões da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e do Algarve foram as que registaram as maiores quebras ao longo do ano passado. O Algarve registou uma descida na venda de casas de 12,8%, enquanto que Lisboa ficou-se nos 8,1%.
Só o Alentejo observou tendência contrária com um aumento nas vendas de 5%. De resto, todas as regiões de Portugal observaram uma quebra no número de casas vendidas.
Bons negócios (imobiliários)!







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