Segundo dados das consultoras CBRE e C&W, o investimento em imobiliário comercial caiu 70% em Portugal, durante o 1º semestre de 2021. Durante os primeiros 6 meses do ano, foi transacionado um valor acima de € 530 milhões que contrasta com os mais de € 1,8 mil milhões registados em igual período de 2020.
A consultora CBRE refere que “do total investido durante a primeira metade do ano, 40% foi canalizado para ativos de escritórios (210 milhões de euros), 31% para imóveis residenciais de arrendamento (165 milhões de euros) e 14% para retalho (75 milhões de euros)”. Os principais negócios concretizados no referido período foram a transação do portefólio Navigator, que integra sete edifícios de escritórios, a venda do edifício que aloja a sede da WPP Portugal em Lisboa, a venda do edifício D. Manuel II, no Porto, e ainda a venda do Hotel Exe Saldanha, localizado no centro de Lisboa.
Os números anunciados pela C&W não ficam longe. A consultora refere que “a alocação de capital pelos diferentes setores do imobiliário demonstra a aposta dos investidores no mercado de escritórios, que captou uma vez mais o maior volume de capital, 43% do total. Os setores alternativos afirmam-se cada vez mais junto dos investidores institucionais, e foram responsáveis por 32% do total investido. A fraca atratividade dos ativos de retalho ficou evidenciada pela segunda mais baixa alocação de capital da última década: apenas 15% do volume de investimento no 1º semestre de 2021 foi conduzido para ativos de retalho”.
Previsões para 2021
As expetativas do mercado para o resto do ano de 2021, face às condicionantes atuais, até podem ser consideradas positivas. No entanto, parece ser claro que o ano encerrará com uma quebra no volume de investimento em imobiliário comercial em Portugal.
A C&W estima um volume total de investimento até final do ano de € 2,15 mil milhões, montante que ficará mais de 20% abaixo do valor registado em 2020. Importa relembrar que o investimento imobiliário na Europa já havia caído 27% em 2020 (face a 2019), tendo Portugal registado uma quebra na ordem dos 30%.
Bons negócios (imobiliários)!







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