A crise não está ultrapassada mas os indicadores estão a melhorar. O imobiliário está a recuperar, o que algum dia teria de acontecer, ajudado pela recuperação dos índices de confiança e pelo investimento estrangeiro, que procura maiores níveis de rendibilidade… são boas notícias, mas os agentes devem olhar para o futuro e perguntar-se em que medida a actual conjuntura se manterá.
- A saída da Grécia é seguida pela sua recuperação económica e pela melhoria das suas condições sócio-económicas;
- A saída da Grécia é seguida por um período de caos e falência das instituições públicas e privadas do país, o que gerará instabilidade não só na Grécia como na Europa que consequentemente terá um estado falido na sua fronteira com o Médio Oriente.
- No primeiro cenário, os restantes países da zona Euro, e respectivas forças políticas, que vivem tempos de maior ou menor austeridade olharão para a Grécia e pensarão: porquê e para quê este modelo de crescimento? Porque não voltar a ter a política monetária como instrumento de gestão económica?
- No segundo cenário, as ondas de choque da falência de um país da zona Euro vão chegar aos seguintes elos mais fracos, Portugal incluído… e os políticos dirão que foi azar, que a almofada financeira irá acabar se não se fizerem mais sacrifícios, etc. mas no final, e mesmo com a ajuda do Banco Central Europeu (que esperemos que na altura não vire as costas ao Costa!!), o risco da dívida pública aumentará e os juros exigidos pelos investidores / financiadores do estado Português também.
Deixo pois aqui uma reflexão sobre este assunto: tendo em consideração a evolução da pirâmide demográfica, os hábitos de consumo, a manutenção da população activa mais tempo no mercado de trabalho, o comércio electrónico, etc, no Reino Unido cunhou-se de “NOIR” – Not Office, Industrial or Retail – a nova filosofia de investimento. Aplicando esta filosofia a Portugal, tenho algumas dúvidas sobre o Industrial, mas concordo com a visão que serão os segmentos alternativos do imobiliário que terão maior crescimento no futuro e oferecerão alguma diversificação e protecção de valor em períodos de instabilidade.
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Por Ricardo Pereira
inPROP Capital Fund







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