O montante de capital angariado para novos investimentos imobiliários caiu 26% em 2022. Segundo dados da Realfin, de um total de 509 veículos de investimento não-cotados, registou-se uma quebra de 26% no capital angariado para novos investimentos imobiliários, ao mesmo tempo que se verifica uma descida de 34% no número de veículos.

De notar que o ano de 2021 marcou um máximo histórico no montante de capital levantado e que, apesar da quebra registada em 2022, o montante atingido representa apenas uma queda de 4,3% face à média dos 5 anos anteriores ao período de pandemia.
Genericamente, a disponibilidade em aumentar as alocações para imobiliário em 2023 recuou, face a 2022. Uma maior proporção de investidores referiram que irão reduzir a sua alocação em investimentos imobiliários não-cotados.
A maior parte do capital angariado destina-se a investimentos de cariz oportunístico ou value-add, ao mesmo tempo que os fundos de dívida ganham maior peso face ao total levantado. Perante a recente subida das taxas de juro e num cenário em que a dívida se torna mais cara e mais escassa, o investimento em fundos de dívida pode revelar-se uma aposta interessante.


A maior parte do dinheiro destina-se a investimentos diversificados, com os segmentos de habitação e industrial a levarem a maior fatia do capital. Investimentos em escritórios e retail serão residuais.
Face a anos anteriores, denota-se uma maior preferência por estes segmentos, em detrimento do investimento em activos de escritórios. No entanto, a colocação de capital em veículos com estratégias de investimento diversificadas tem-se mantido sempre maioritário.
Na realidade, quer o número de transações como o montante angariado para o segmento de escritórios tem vindo a cair nos últimos 4 anos, com os números de 2022 a atingirem mínimos de 2011. Já o segmento de retail encontra-se fora do radar dos investidores desde 2018.
O ano de 2022 terminou com mais de 800 mil milhões de dólares por investir. O montante do chamado “dry powder” mantém-se muito elevado desde 2019. Assim, apesar de menos capital levantado, os veículos de investimento não-cotados mantêm ainda bastante equity para novos investimentos.
Bons negócios (imobiliários)!






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