O novo capital para investir em imobiliário mantém-se em queda. Depois de uma descida de -32% em 2020, o 1º trimestre de 2021 registou nova quebra face a período idêntico de 2020. No entanto, o montante angariado para novos investimentos, num total de USD 33,2 biliões não se encontra longe dos valores registados entre 2015 e 2018 que variaram entre USD 32,6 e USD 37,3 biliões.
Os dados agora divulgados pela PERE mostram que houve menos veículos de investimento a serem constituídos. No entanto, o valor médio angariado por cada veículo subiu substancialmente. Durante o 1º trimestre, os veículos constituídos angariaram, em média, um valor muito próximo dos USD 800 milhões, bem acima da média registada em 2020 que se situou abaixo dos USD 600 milhões.
As estratégias oportunísticas continuam a ser as preferidas pelos investidores. Dos 42 fundos fechados entre Janeiro e Março deste ano, a maior parte do dinheiro angariado direcciona-se a investimentos do estilo oportunístico e value-add. Esta alteração de perfil de estratégias de investimento já se vinha a sentir desde 2020.
Segmento Residencial em alta
Outra preferência que parece manter-se no mercado é a opção prioritária por investimentos no segmento residencial. 57% do capital levantado no mercado direcciona-se ao investimento em habitação, com o segmento de logística a levar 32%. Escritórios ficaram-se apenas com 12% do total.
Dos veículos de investimento actualmente no mercado com capital disponível para investir, a maior parte será alocada no continente americano. Menos de 30% será alocada na Europa e Ásia-Pacífico levará pouco mais de 10%.

Mais cautela no mercado
Os dados mais recentes analisados pela PERE mostram ainda mais cautela no mercado. Durante o 1º trimestre de 2021, os investidores activos no mercado e com capital para investir optaram mais por esperar e não alocar já o dinheiro disponível.
Especificamente em Março, houve uma quebra na preferência por investimentos oportunísticos, apesar dos novos veículos constituídos até então estarem mais orientados para esse tipo de estratégias. Quanto a segmentos de mercado, mantém-se a preferência por residencial e logística.
Bons negócios (imobiliários)!







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