O investimento imobiliário mundial caiu 51% durante o 2º trimestre de 2020, em termos homólogos, segundo dados da Real Capital Analytics. Na mais recente publicação da Property EU, a empresa refere que esta quebra é a maior desde o 2º trimestre de 2009. Apesar disso, há alguns vencedores.
O 1º trimestre começou bem. A actividade de investimento imobiliários nos Estados Unidos registava valores bem acima de 2018. A Europa nivelava máximos. Mas os sinais de alerta já se faziam sentir na Região de Ásia-Pacífico.
Europa cai menos
A mesma fonte menciona que na Europa, a quebra no investimento imobiliário foi menor. Caiu “apenas” 32% para um total de 50 mil milhões de euros. Para tal, muito contribuiu o facto de alguns Países terem mesmo registado um aumento nos volumes de investimento, como foram os casos da Alemanha e Dinamarca.
Adicionalmente, a Europa registou menos transacções mas de maior volume. Apesar da quebra no investimento ter sido de 32%, o número de transacções quebrou 48%. Negócios acima dos € 250 milhões representaram 40% do total transaccionado entre Abril e Junho.
Investimento mais doméstico
Os números mostram ainda outra realidade: o investimento imobiliário tornou-se mais doméstico. Apesar de não haver total uniformidade, o investimento doméstico na Europa cresceu 13% na Alemanha e França (no 2º trimestre deste ano), enquanto que Reino Unido e Holanda registaram fortes quebras (53% e 47%, respectivamente).
Por seu turno, os investidores estrangeiros alocaram bastante menos dinheiro em imóveis com os montantes investidos a caírem para mínimos de 2013.
Naturalmente, a pandemia do Covid-19 não é naturalmente alheia a esta quebra do investimento estrangeiro. Com a mobilidade bloqueada, é natural observarmos movimentos mais domésticos. Países com maior dimensão e liquidez nos seus mercados imobiliários acabam por beneficiar.
Bons negócios (imobiliários)!








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