O investimento imobiliário na Europa caiu 50% em 2023, ou seja, para metade do valor registado em 2022.
Segundo dados da consultora Savills, o volume de investimento atingiu cerca de 149 mil milhões de euros no ano passado, representando metade do volume transacionado em 2022 e uma diminuição de 48% em relação à média dos últimos cinco anos. Esta queda foi generalizada a todos os países europeus, com excepção da Grécia.
Todas as classes de activos foram afectadas, com o sector de escritórios a enfrentar a quebra mais significativa. Os sectores menos afectados foram a habitação sénior, hotelaria e retalho.
Americanos investem menos na Europa
O montante de investimento europeu “fora de portas” totalizou 65,2 mil milhões de euros no ano passado, segundo dados obtidos através da Real Capital Analytics. O montante registado representa uma queda de 60% face à média dos últimos cinco anos.
Para tal, muito terá contribuído também uma quebra de 60% do investimento norte-americano na Europa. Os norte-americanos fecharam o ano com pouco mais de 21 mil milhões de euros investidos.

Escritórios registam forte queda
No ano passado, registou-se uma alteração significativa nas tendências de investimento transfronteiriço, com a logística a ocupar o centro das atenções como principal alvo dos investidores, representando 27% do volume total. A forte actividade neste sector foi particularmente evidente no Reino Unido, Alemanha, Países Baixos e Suécia.
De seguida, surge o segmento de escritórios com uma quota de mercado de 20%. No entanto, este segmento registou uma queda substancial (-71% em comparação com a média dos últimos cinco anos) devido a uma certa aversão dos investidores norte-americanos.
A habitação multifamiliar também registou uma actividade considerável, representando 20% dos investimentos transfronteiriços europeus, impulsionados por transacções importantes de carteiras de investimento, e uma actividade mais intensificada no Reino Unido, Alemanha, Espanha e Dinamarca.
Já o segmento de retail registou uma quota de 15% do volume de investimento transfronteiriço, particularmente marcado pelo aumento do interesse no comércio de rua, centros comerciais urbanos e armazéns de retalho. Apesar de uma diminuição de 39% em comparação com a média dos últimos cinco anos, os hotéis provaram ser um dos sectores mais resilientes, com 9% do volume total transfronteiriço.
Bons negócios (imobiliários)!







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