O investimento estrangeiro em imobiliário tornou-se preponderante a partir do momento em que o activo imobiliário se tornou um activo de investimento global. Naturalmente, o impacto do investimento estrangeiro fez-se sentir em muitos mercados. Muitos investidores começaram a olhar para outras paragens, além das suas, em busca de oportunidades de investimento. Portugal não foi excepção.
A recuperação dos mercados imobiliários, pós-crise do subprime, viveu muito disso: do investimento estrangeiro. Agora, que a mobilidade de todos está praticamente impossibilitada, como ficarão os destinos de investimento que mais beneficiam do capital estrangeiro?
A Real Capital Analytics procurou quantificar o peso do investimento estrangeiro em imobiliário em alguns destinos europeus. Central London, Dublin e Lisboa estão entre os destinos europeus que mais beneficiaram nos últimos anos com afluxo de capital estrangeiro.

Que mercados poderão mais sofrer?
Que mercados poderão então mais sofrer com o impacto da pandemia do Covid-19, caso esta se prolongue demasiadamente no tempo? A impossibilidade de viajar, de visitar os destinos e realizar investimentos no estrangeiro, prolongado por muito tempo, impactará mais em cidades mais dependentes de investimento estrangeiro.
Cidades como Lisboa, Varsóvia ou Dublin poderão sofrer maiores impactos, olhando para os dados do gráfico acima apresentado. Tratam-se de cidades com forte dependência do investimento estrangeiro e com uma fileira de investidores nacionais bastante reduzida. Além disso, não são propriamente hubs de investimento.
Pelo contrário, em destinos com maior dimensão e maior liquidez – como Londres ou mesmo Madrid – um menor afluxo de investidores estrangeiros poderá até criar oportunidades de investimento interessantes para os investidores nacionais mais capitalizados e com capacidade de investir.
Importa relembrar a quebra sofrida no mercado nacional em investimento em activos comerciais, após a crise do subprime. Entre 2011 e 2013, os investidores estrangeiros desapareceram e sobraram apenas alguns nacionais.
Se em 2006, o volume de investimento foi na ordem dos € 1,5 mil milhões, em 2012 ficou abaixo dos € 200 milhões. O período 2011-2013 registou valores de investimento historicamente baixos.
Bons negócios (imobiliários)!







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