As rendas das casas em Portugal estão mais caras. Segundo dados publicados pelo INE, as rendas das casas em Portugal subiram 9,2% durante o 1º semestre de 2019, em termos homólogos. Os novos contratos de arrendamento firmados nos 12 meses antecedentes ao período acima mencionado estão cada vez mais caros.
A renda mediana de uma casa em Portugal situa-se agora nos € 5/m2 /mês. Ou seja, uma casa com 80 m2 apresentará uma renda mediana de € 400 /mês.
Já o número de novos contratos de arrendamento caiu. Entre o 2º semestre de 2018 e o 1º semestre de 2019 (12 meses) foram firmados 71.639 novos arrendamentos, um valor que se encontra -10% abaixo dos 79.723 contratos registados em igual período de 2017 e 2018. Há menos casas a serem arrendadas mas estas estão mais caras.
Lisboa tem as rendas mais altas
É na cidade de Lisboa onde se registam as rendas mais elevadas, mais concretamente na freguesia de Santo António, com um valor mediano de € 14,12 /m2 / mês. A par da freguesia da Misericórdia (14,03 /m2 /mês) são as únicas duas localizações em Portugal com rendas superiores a € 14 /m2 /mês.
No top 20 das freguesias mais caras, encontramos 17 da cidade de Lisboa, apenas se intrometendo Cascais e Estoril, Carcavelos e Parede e a freguesia de Oeiras. As 40 freguesias mais caras estão todas na Grande Lisboa, só depois aparecendo o Porto com uma renda mediana de € 8,33 / m2/ mês, bem abaixo dos € 11,71 da cidade de Lisboa.
Moimenta da Beira é a zona mais barata de Portugal com uma renda de € 1,86 /m2 /mês. Satão, Vila Viçosa e Belmonte completam o lote de zonas onde a renda se situa abaixo dos € 2 /m2 /mês.
Porto com subida nas rendas de 16%
A cidade do Porto registou um aumento de rendas de 15,5% com a freguesia de Aldoar a observar um crescimento de 25,3%. Aliás, o aumento das rendas no Porto foi superior ao registado em Lisboa (12,7%). Uma casa no Porto apresenta agora uma renda mediana de € 8,33 /m2/ mês.
Castro Marim foi onde se registou o maior aumento de rendas (33,8%) à frente de Vizela (32,7%). Do lado oposto, Vila Viçosa viu as rendas caírem quase 35%, muito acima dos -18,92% registados em Portalegre, a cidade com a 2ª maior queda no semestre.
Área Metropolitana de Lisboa concentra 33% do mercado
A Área Metropolitana de Lisboa (AML) registou 23.562 novos contratos no período acima mencionado, representando 1/3 do total do mercado. Encontra-se bem acima dos 12.431 novos contratos assinados na AMPorto. Mesmo assim, a queda de novos contratos na AML foi de 11%.
Olhando para a cidade de Lisboa, conclui-se que existe grande variação entre freguesias no que diz respeito à procura. Areeiro, Carnide e Estrela registaram subidas no número de novos arrendamentos, enquanto que Santa Clara, Marvila e Alcântara foram as que mais caíram. Uma análise mais detalhada à variação no número de arrendamentos (que infelizmente os números não o permitem fazer) poderia indiciar que zonas com menos actividade de arrendamento pode significar mais actividade de venda, e vice-versa.
Ansião e Arouca registaram a maior subida no número de contratos registados, sendo no entanto zonas do País com pouca expressão em termos de dimensão. Daquelas com um pouco mais de expressão, destaque para a freguesia do Areeiro, a cidade de Torres Novas e Angra do Heroísmo, onde as subidas foram acima dos 10%.
Do lado oposto, Quinta do Conde, Póvoa de Santa Iria e a freguesia de Santa Clara em Lisboa foram as zonas com mas maiores quedas, acima dos 30%. De realçar, igualmente fortes quedas registadas em zonas tipicamente urbanas, de arrendamento, como Rio de Mouro, Mina de Água ou mesmo Moscavide.
Bons negócios (imobiliários)!







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