O investimento em habitação aumentou 9% nos últimos 12 meses (entre o 2º semestre de 2018 e 1º semestre de 2019), segundo dados da Savills, tendo atingido a marca de USD 100 biliões. A habitação é, aliás, o único segmento de mercado que regista um aumento no investimento durante o referido período, tendo inclusive crescido 56% nos últimos 5 anos. O segmento de commercial real estate caiu, com os investidores a preferirem manter os seus portefólios e procurarem produtos de rendimento no segmento residencial.
A flexibilidade, do ponto de vista do investimento, que uma habitação hoje oferece é grande: arrendamento, alojamento local, turismo, short-term rentals, estudantes, terceira idade. E esta flexibilidade interessa, e muito, a qualquer investidor.
Não será, pois, um acaso verificar que os fundos de investimento abertos optam cada vez mais por esta classe de activos. Se em 2016, estes veículos tinham cerca de 7% dos seus activos alocados ao segmento residencial, em 2018 esse valor tinha já subido para 30%. E em 2019, 72% das suas aquisições foi em activos residenciais.
Adicionalmente, o investimento estrangeiro tem igualmente aumentado com a chegada de investidores fora do Continente Europeu. Estados Unidos e Canadá representam 44% do investimento realizado. Para os investidores estrangeiros, o segmento de estudantes tem ganho preferência face a outras formas de exploração de um activo residencial.
Em definitivo, a habitação tornou-se um produto financeiro mainstream, não sendo mais considerado como um activo alternativo. Compete directamente com o commercial real estate, sendo inclusive já o 2º activo mais investido no Mundo, apenas depois de activos de escritórios.
Bons negócios (imobiliários)!







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