Capital para novos investimentos imobiliários em mínimos

Capital para novos investimentos imobiliários em mínimos

O capital privado levantado para novos investimentos imobiliários caiu para mínimos de 2012 no final do 1º semestre de 2021. Os números compilados pela PERE mostram que foram apenas levantados USD 62 biliões em 107 fundos de investimento, 36,3% abaixo do valor de 2020.

Além disso, esses 107 novos veículos de investimento marcam o valor mais baixo dos últimos 14 anos, mostrando assim a dificuldade do mercado em convencer os investidores a reunir capital para novos investimentos imobiliários.

Caso o 2º semestre de 2021 siga a tendência de anos anteriores, este ano ficará marcado como um dos piores dos últimos 10.

Estratégias oportunísticas no topo das preferências

Depois de algumas indefinições no mercado, primeiro com estratégias do tipo core, mais tarde com a opção por investimentos value-add, os investidores oportunísticos parecem estar de volta ao mercado. Os números dos primeiros 6 meses do ano mostram que dos USD 62 biliões angariados, 43% são destinados a estratégias oportunísticas. Os investimentos de tipo value-add ficam-se nos 30%.

Bem para trás parece estar agora algum receio dos investidores que pura e simplesmente não procuram veículos do tipo core.

O que é que isto pode significar?

Antes de mais, importa salientar que o facto de não haver novos veículos de investimento para core investments pode significar que simplesmente… não há imóveis disponíveis no mercado! A valorização do mercado imobiliário, a par da forte contração nas yields (genericamente falando) torna ainda mais desafiante a procura de activos do tipo core.

Adicionalmente, e passada a maior “tormenta” derivada da pandemia do Covid-19, os investidores estarão agora mais atentos e disponíveis às oportunidades que possam finalmente aparecer no mercado.

Habitação à frente

O segmento residencial mantém-se à frente nas preferências de alocação de capital. Os números mostram que mais de metade dos veículos de investimento constituídos no mercado se direccionam ao investimento em habitação, tendo estes reunido 45% do total de capital levantado no mercado.

Já o segmento de escritórios, historicamente no topo das preferências dos investidores, tinha registado uma quebra muito acentuada no final de 2020. Entre Janeiro e Junho de 2021 já concentrou USD 1,1 biliões em capital angariado.

Bons negócios (imobiliários)!

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