Os investidores imobiliários estão à procura de oportunidades. Segundo o estudo 2020 Allocations Monitor, de um total de 212 investidores institucionais inquiridos, 72% favoreceram estratégias do tipo oportunístico durante 2020, por forma a procurar aproveitar alguns sectores do mercado com quebras de preços.
O referido relatório aponta ainda para a manutenção em alta da preferência dos investidores por activos imobiliários. Em média, em 2020 alocaram 10,6% da sua carteira em imóveis, o valor mais elevado desde 2013.
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No entanto, registou-se uma quebra no número de investidores institucionais activos no mercado. Se em 2019, 96% dos inquiridos afirmavam estar investidores, em 2020 esse valor baixou para 85%.
Risco procura-se
Durante o ano de 2020 os investidores procuraram adoptar estratégias com um binómio risco/rentabilidade mais elevado. Se bem que estratégias value-add continuam a obter a preferência dos investidores, estes começam agora a olhar mais também para investimentos do tipo oportunístico.
Fica a ideia de uma expectativa por parte dos investidores de um potencial crescimento de distressed assets no mercado. A possibilidade de realizar investimentos em alguns imóveis por preços abaixo do seu potencial de mercado parece clara.
Optimismo reina
De facto as expectativas estão elevadas. Os investidores olham para 2021 de forma muito optimista no que respeita à rentabilidade que o mercado possa gerar. Numa perspectiva de risco/retorno, o índice de convicção gera um valor de 5,9 (num máximo de 10), um máximo desde 2013. Nunca os investidores estiveram tão optimistas quanto ao potencial do mercado imobiliário.
Alocação altera-se
Além da alteração de estratégia de investimento, nota-se igualmente importantes alterações na alocação em termos geográficos e de segmentos de mercado.
Os investidores estão a tornar-se mais domésticos, algo a que a pandemia do Covid-19 não será, com certeza, alheia. Proximidade territorial, melhor domínio geográfico e aferição do risco do investimento são factores que têm sido importantes para uma escolha mais doméstica da parte dos investidores.
Adicionalmente, e olhando agora para os segmentos de mercado, regista-se igualmente um aumento na preferência por activos relacionados com logística, data centers e até mesmo life sciences.
ESG no topo da agenda
Cada vez mais se nota a preocupação dos investidores com temas relacionados com ESG – Environment, Social and Governance.
Não se trata somente de rentabilidade. Os investidores olham cada vez mais para questões ambientais e sociais e que cumpram objectivos de sustentabilidade, responsabilidade social. Aspectos relacionados com a governação também estão cada vez mais no centro das atenções.
A redução da pegada de carbono deixada pelos imóveis, uma maior consciência ambiental, além de questões relacionadas com transparência, inclusão, diversidade são todos temas cada vez mais importantes para os investidores.
Bons negócios (imobiliários)!







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